
“O aviso está dado: o Brasil é soberano”, afirmou Lula. “O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor. O Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25) que qualquer tentativa estrangeira de interferir nas eleições brasileiras enfrentará uma reação dura do país. “Quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições”, declarou durante a convenção estadual do PT em Campinas.
“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições”, acrescentou Lula. O presidente afirmou que o destino do país será decidido pelos 157 milhões de eleitores brasileiros e reforçou que nenhuma autoridade estrangeira terá o direito de questionar ou dirigir o processo eleitoral.
A declaração ocorreu um dia depois de o Itamaraty negar vistos a Riley M. Barnes e Samuel Samson, dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar a Brasília para tratar do sistema eleitoral brasileiro. A missão foi descrita por autoridades brasileiras como inusitada e politicamente sensível.
Segundo apuração do jornal The Washington Post, Barnes e Samson pretendiam levantar dúvidas sobre a integridade das urnas poucas semanas antes da votação. Autoridades ouvidas pela agência avaliaram que a iniciativa buscava influenciar o ambiente político e enfraquecer a confiança nas eleições.
A ofensiva ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro tenta reabrir a campanha de desinformação contra o sistema eletrônico de votação. Em reunião recente com representantes de dezenas de países, o senador afirmou falsamente que as urnas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A companhia e o Tribunal Superior Eleitoral negaram qualquer participação dela na fabricação dos equipamentos.
“O aviso está dado: o Brasil é soberano”, afirmou Lula. “O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor. O Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar.”
A fala foi feita durante a convenção que oficializou Fernando Haddad como candidato do PT ao governo de São Paulo. No palco, Lula também exaltou a chapa formada por Haddad, Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet, mas transformou a defesa da soberania e das urnas em um dos principais eixos de seu discurso.





