
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3) pela Eve Air Mobility e pela Embraer, o protótipo permaneceu no ar por 3 minutos e 9 segundos, percorreu cerca de 1,5 quilômetro, alcançou 27 metros de altura e atingiu 55 km/h.
O carro voador da Embraer avançou no desenvolvimento após acionar pela primeira vez, durante um voo, o sistema de propulsão traseiro que permite a transição do deslocamento vertical para o horizontal. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3) pela Eve Air Mobility e pela Embraer, o protótipo permaneceu no ar por 3 minutos e 9 segundos, percorreu cerca de 1,5 quilômetro, alcançou 27 metros de altura e atingiu 55 km/h. Os relatos foram divulgados pelo Portal G1.
De acordo com as empresas, o teste ocorreu na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A Eve não informou a data exata da atividade, mas afirmou que o ensaio cumpriu os objetivos estabelecidos para essa fase do projeto.
O acionamento da hélice traseira permitiu que os engenheiros avaliassem o comportamento da aeronave durante a aceleração horizontal. A campanha de testes concentrava as etapas anteriores nos sistemas ligados à decolagem, à sustentação e ao pouso vertical.
A nova etapa permite analisar a estabilidade, o consumo de energia, a resposta dos comandos e o desempenho aerodinâmico durante a transição entre as fases do voo.
A empresa pretende ampliar gradualmente a velocidade do protótipo nas próximas semanas. A equipe também testará o sistema de comunicação por rádio e avaliará a integração dos equipamentos em condições mais exigentes.
Os resultados orientarão ajustes técnicos antes das etapas seguintes do processo de certificação. A Agência Nacional de Aviação Civil ainda precisa autorizar o modelo para que a Eve inicie as operações comerciais no país.
A fábrica atenderá pedidos de clientes brasileiros e estrangeiros. A empresa também prepara a cadeia de fornecedores, os serviços de manutenção e a infraestrutura necessária para apoiar as futuras operações.
Taubaté integra um dos principais polos aeronáuticos do Brasil. A implantação da unidade reforçará a participação do interior paulista no desenvolvimento da mobilidade aérea urbana.
O eVTOL transportará passageiros e piloto em deslocamentos urbanos ou regionais de curta distância. A Eve projeta o uso da aeronave em conexões entre aeroportos, centros empresariais, áreas comerciais e municípios próximos.
A empresa também desenvolve recursos digitais para coordenar rotas e integrar os eVTOLs ao espaço aéreo utilizado por aviões e helicópteros.
A companhia pretende concluir os ensaios, comprovar a segurança dos sistemas e atender às exigências dos órgãos reguladores antes de iniciar a comercialização. Autoridades estrangeiras também precisarão certificar a aeronave para permitir operações fora do Brasil.
O teste da propulsão traseira aproxima o protótipo de voos mais rápidos e complexos. As próximas etapas deverão avaliar se o eVTOL mantém estabilidade, controle e eficiência energética durante a aceleração horizontal.





