×

Otoni de Paula: ‘Bolsonaro foi destruído pela vaidade, arrogância e prepotência’

Segundo Otoni, Bolsonaro carregava um ressentimento em relação aos militares de alta patente em razão de sua saída do Exército e, por isso, insistiu em manter generais próximos a ele mesmo sem contar, em sua avaliação, com apoio suficiente da...

Otoni de Paula: ‘Bolsonaro foi destruído pela vaidade, arrogância e prepotência’

Otoni sustentou que o ex-presidente tinha dois grandes objetivos pessoais: submeter os generais das Forças Armadas à sua autoridade e derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas.

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que a vaidade de Jair Bolsonaro foi determinante para diversas decisões tomadas durante seu governo e no período que antecedeu as eleições de 2022. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (4) nas redes sociais, Otoni sustentou que o ex-presidente tinha dois grandes objetivos pessoais: submeter os generais das Forças Armadas à sua autoridade e derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. “O que destruiu Bolsonaro foi a vaidade, foi a arrogância e foi a prepotência”, concluiu o deputado.

Segundo Otoni, Bolsonaro carregava um ressentimento em relação aos militares de alta patente em razão de sua saída do Exército e, por isso, insistiu em manter generais próximos a ele mesmo sem contar, em sua avaliação, com apoio suficiente da cúpula militar para uma ruptura institucional. “Ele queria que aqueles generais se submetessem a ele”, afirmou o deputado.

Otoni também declarou que Bolsonaro desejava enfrentar Lula diretamente em uma eleição presidencial. Na avaliação do parlamentar, o ex-presidente acreditava que derrotaria o petista nas urnas e, por isso, teria interesse no retorno de Lula ao cenário político.

O parlamentar ainda lembrou declarações antigas de Bolsonaro e de seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, para sustentar a tese de que o grupo político avaliava ser eleitoralmente mais vantajoso enfrentar Lula do que outro candidato da esquerda. Segundo Otoni, a derrota para o petista em 2022 representou um duro golpe para Bolsonaro, que, em sua interpretação, não esperava perder a eleição.