
Eduardo Bolsonaro comprou o apartamento em 2017 por R$ 1 milhão.
A Caixa Econômica Federal marcou para 20 de agosto o leilão de um apartamento que pertencia ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), localizado na Avenida Pasteur, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O imóvel, de 101 m², foi avaliado pelo banco em pouco mais de R$ 1 milhão, mas terá lance inicial de aproximadamente R$ 644,3 mil.
As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles. Segundo a reportagem, o imóvel foi retomado pela Caixa depois que Eduardo deixou parcelas do financiamento em aberto e não regularizou a dívida dentro do prazo legal, mesmo após intimação por edital.
Eduardo Bolsonaro comprou o apartamento em 2017 por R$ 1 milhão. O contrato foi assinado em 30 de junho daquele ano, quando ele exercia mandato de deputado federal. A maior parte do valor foi financiada pela Caixa: de acordo com o registro do imóvel, o financiamento contratado foi de R$ 788 mil, com prazo de 420 meses, equivalente a 35 anos. A prestação inicial prevista era de R$ 9.743,29.
A matrícula do apartamento passou a registrar, em 2025, uma restrição judicial sobre os bens de Eduardo Bolsonaro. Em julho daquele ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do então deputado no âmbito de uma investigação sobre sua suposta atuação em favor da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
Eduardo se tornou réu no fim de 2025 nesse processo. À época, ele já havia se mudado para os Estados Unidos, onde permanece. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição judicial.
A Caixa iniciou, em outubro de 2025, as tentativas de notificação para que Eduardo pagasse as parcelas atrasadas do financiamento. Como a comunicação não foi entregue, ele acabou intimado por edital em novembro. A matrícula do imóvel não informa o valor das parcelas em aberto nem a data exata do primeiro atraso.
Sem o pagamento, a Caixa consolidou a propriedade do imóvel em seu nome. A transferência foi registrada em 30 de março de 2026, quando o apartamento foi avaliado em R$ 1.049.061 para fins de consolidação. Com isso, Eduardo deixou de ser proprietário do bem, e o banco assumiu formalmente o imóvel.
Após a retomada, a Caixa colocou o apartamento à venda para tentar recuperar parte do valor do financiamento não quitado. Segundo o edital, o imóvel tem 101 m² de área total e privativa, com um quarto, sala, cozinha, banheiro, lavabo e área de serviço.





