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“Quem manda é o povo”: Haddad diz que Lula enfrentou poderosos sem abandonar os trabalhadores

“Ele nunca baixou a cabeça para nenhum líder político, para nenhum banqueiro, para nenhum empresário. Sempre tratou todo mundo igual”, afirmou. As declarações foram feitas durante o ato de lançamento da candidatura de Lula.

“Quem manda é o povo”: Haddad diz que Lula enfrentou poderosos sem abandonar os trabalhadores

“Você viu o Lula tratar o faxineiro, a faxineira, do mesmo jeito que tratava um bilionário, que tratava um empresário, sem distinção, sem preconceito, querendo construir um mundo melhor”, declarou.

Fernando Haddad afirmou, durante o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Vila Euclides, que o petista construiu sua trajetória política sem se curvar aos setores mais poderosos do país e, ao mesmo tempo, preservando seu compromisso com os trabalhadores e com a população mais vulnerável. Em um discurso marcado por referências à convivência com Lula, Haddad sustentou que o presidente sempre tratou pessoas de diferentes posições econômicas e sociais sem distinção.

Ao falar no estádio onde Lula despontou como uma das principais lideranças sindicais do país, Haddad ressaltou que o presidente jamais teria mudado sua postura diante do poder econômico. “Ele nunca baixou a cabeça para nenhum líder político, para nenhum banqueiro, para nenhum empresário. Sempre tratou todo mundo igual”, afirmou. As declarações foram feitas durante o ato de lançamento da candidatura de Lula.

Haddad reforçou esse argumento ao recordar a maneira como, segundo ele, Lula se relacionava com trabalhadores e empresários. “Você viu o Lula tratar o faxineiro, a faxineira, do mesmo jeito que tratava um bilionário, que tratava um empresário, sem distinção, sem preconceito, querendo construir um mundo melhor”, declarou.

Haddad também utilizou a estrela, símbolo histórico do PT, como metáfora para a trajetória política de Lula e para as tentativas de derrotá-lo. “Essa estrela chamada Lula, e essa estrela que nasceu aqui na Vila Euclides, é uma estrela que muita gente anseia apagar. O sonho, infelizmente, o sonho de muita gente no Brasil é ver essa estrela apagar.”

Para Haddad, porém, o ato realizado na Vila Euclides demonstraria que Lula permanece com força política para disputar novamente a Presidência. “E eles vão saber que mais uma vez a nossa estrela vai ficar acesa para subir mais uma vez a rampa do Palácio do Planalto e dizer que quem manda no Brasil é o povo!”, disse.

Ao longo de sua fala, Haddad recuperou a importância histórica da Vila Euclides para a trajetória de Lula. Foi naquele espaço que o então jovem dirigente sindical ganhou projeção durante as mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista e passou a despertar atenção nacional.

Ele reproduziu ainda as perguntas que, segundo seu relato, acompanhavam o surgimento daquela liderança. “Quem é essa figura? Do que ele é capaz? Até onde ele quer ir? Com 33 anos de idade.” Haddad relacionou aquela trajetória iniciada no movimento sindical à chegada de Lula à Presidência e às políticas implementadas posteriormente em seus governos.

Haddad também recorreu à experiência que teve como ministro para descrever o comportamento de Lula no exercício da Presidência. Segundo ele, a preocupação com pessoas em situação de vulnerabilidade se manifestava nas cobranças feitas diariamente aos integrantes do governo.

“E o que eu quero testemunhar para vocês nesses últimos dois minutos é a vida de uma pessoa que todos os dias queria saber de quem precisava, de quem estava desassistido, de quem não tinha dente na boca, de quem não tinha um filho na escola, da mãe que não tinha creche, da mãe que sofria violência dentro de casa”, declarou.

Ao recordar sua convivência com Lula, Haddad descreveu uma relação marcada por proximidade, divergências e cobranças. “E as cobranças vinham como um amigo, como um companheiro, como um parceiro, com quem a gente chorava, com quem a gente brigava, com quem a gente discutia, mas nós não tínhamos dúvida de que nós estávamos diante de uma pessoa que ia mudar o Brasil.”

Haddad afirmou que essa percepção estava relacionada, sobretudo, à atenção dedicada por Lula às parcelas da população que mais dependem das políticas públicas. “Nós estávamos diante de uma pessoa que não ia esquecer aquele que mais precisava, em todas as áreas. O que não tinha cultura, o que estava doente.”

Como exemplo, Haddad lembrou uma atitude do presidente diante de pessoas com hanseníase. “Eu vi o presidente Lula abraçar pessoas com hanseníase para dar o exemplo de como um líder tem que se portar.”

“E eu me apaixonei pelos livros. E eu, como não conhecia os livros, porque na minha casa não tinha, eu achei que me dedicar aos livros me daria condição de conhecer o mundo”, relatou.

Haddad associou essa experiência à expansão do ensino superior promovida durante as administrações petistas. “É muito importante ler e estudar, é muito importante um diploma. Por isso o presidente teve a obsessão de abrir a porta das universidades para o filho do trabalhador, como nunca se abriu no passado.”

Na sequência, Haddad citou políticas que ampliaram o ingresso de estudantes de baixa renda no ensino superior, entre elas as cotas, o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

“Muita gente aqui fez escola pública, fez universidade pública por cota, fez ProUni, fez FIES, porque tinha um homem com a sensibilidade do Lula, que também não pôde estudar, para garantir a todos nós mais oportunidades”, afirmou.

Para Haddad, as políticas educacionais fazem parte de uma concepção mais ampla de justiça social. Ao abordar o atual mandato, ele afirmou que o governo recuperou áreas afetadas pela administração anterior e abriu caminho para a retomada de um projeto de desenvolvimento. “O presidente Lula herdou aquilo que ninguém imaginava ser possível corrigir em três anos. E deu condições para nós retomarmos o nosso sonho de uma nação soberana, democrática e justa.”

Haddad também dedicou parte do discurso aos resultados econômicos e sociais que atribuiu ao governo Lula. Citou crescimento econômico, geração de empregos, inflação, universidades, educação e o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eu poderia falar da retomada do crescimento, poderia falar da retomada do emprego, poderia falar de como o presidente Lula, pela segunda vez, coloca a inflação de joelhos, como fez no seu segundo mandato. Ele já era um recordista e bateu o próprio recorde”, declarou.

No mesmo trecho, Haddad disse que poderia destacar “o apoio às universidades e à educação, ao SUS, que ele deu neste último mandato, depois do completo descalabro do governo anterior”. Para ele, esses resultados integram uma trajetória política que ultrapassa o atual mandato. “O presidente Lula é uma figura incomum, uma figura incomum no Brasil, uma figura incomum no mundo.”

No encerramento, Haddad voltou ao simbolismo da Vila Euclides e afirmou que as imagens do ato estavam circulando pelo mundo e pelas redes sociais. Sua mensagem final buscou conectar o passado sindical de Lula, sua chegada à Presidência e a nova disputa pelo Palácio do Planalto.

“Eles vão saber que mais uma vez a nossa estrela vai ficar acesa para subir mais uma vez a rampa do Palácio do Planalto e dizer que quem manda no Brasil é o povo! Não é o dinheiro e não é o poder, mas é o suor de cada trabalhador e de cada trabalhadora”, afirmou.

Haddad encerrou a manifestação com uma convocação eleitoral direta: “Vamos à vitória! Um grande abraço! Parabéns, presidente Lula!”