
Marcel Van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, aparece em seguida, com R$ 743 mil.
As vaquinhas eleitorais para as eleições de 2026 já somam ao menos R$ 8,8 milhões, e dez candidatos concentram R$ 4,2 milhões desse total. Renan Santos, do Missão, lidera a lista de arrecadação virtual, com R$ 1,26 milhão para sua candidatura à Presidência.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, aparece em seguida, com R$ 743 mil. Jones Manoel (PSOL-PE), candidato a deputado federal, recebeu R$ 573 mil, enquanto Rodrigo Spada (PSD-SP), também candidato à Câmara, acumulou R$ 469 mil.
Os candidatos que mais receberam dinheiro de vaquinha são:
- Renan Santos (Missão), candidato à Presidência: R$1,26 milhão;
- Marcel Van Hattem (Novo), candidato ao Senado por RS: R$743 mil;
- Jones Manoel (Psol), candidato a deputado federal por PE: R$573 mil;
- Rodrigo Spada (PSD), candidato a deputado federal por SP: R$469 mil;
- Kim Kataguiri (Missão), candidato a deputado federal por SP: R$216 mil;
- Humberto Matos (PCdoB), candidato a deputado estadual por RS: R$207 mil;
- Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência: R$203 mil;
- Deputado Caravina (PSDB), candidato a deputado estadual por MS: R$196 mil;
- Professor José (PSB), candidato a deputado federal por RJ: R$185 mil;
- Elias Jabbour (PCdoB), candidato a deputado federal por RJ: R$184 mil.
O total ainda pode não refletir todas as doações realizadas, porque as plataformas reportam os recursos quando transferem o dinheiro para a conta de campanha. Depois de receber os valores, candidatos têm 72 horas para registrá-los no sistema da Justiça Eleitoral.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), atribuiu a presença de nomes da direita no topo da lista à atuação mais antiga desse campo nas redes sociais. “Os políticos de direita atuam nas redes sociais há mais tempo. A esquerda começou a enfrentar as redes sociais recentemente”, afirmou.
Para Teixeira, o financiamento coletivo alcança pessoas sem atuação em partidos, sindicatos ou associações. “Nas redes sociais, ele é atraído e toma essa decisão de apoiar. É um militante que não vai para a rua”, disse o professor.
Entre os nomes com maior arrecadação estão Kim Kataguiri (Missão-SP), com R$ 216 mil; Humberto Matos (PCdoB-RS), com R$ 207 mil; Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, com R$ 203 mil; e o deputado estadual Caravina (PSDB-MS), com R$ 196 mil. Professor José (PSB-RJ) e Elias Jabbour (PCdoB-RJ) completam os dez primeiros, com R$ 185 mil e R$ 184 mil, respectivamente.
Além de Renan Santos, Flávio Bolsonaro é o único presidenciável com melhor desempenho nas pesquisas que abriu campanha de financiamento coletivo. Lula (PT), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) não lançaram vaquinhas; seus partidos receberão, respectivamente, R$ 615,4 milhões, R$ 90,11 milhões e R$ 421 milhões do Fundo Eleitoral, enquanto o PL terá R$ 881,7 milhões.
Eleitores podem doar pela internet até 10% da renda bruta declarada à Receita Federal no ano anterior. As contribuições precisam identificar o CPF do doador, e a Justiça Eleitoral proíbe o uso de criptomoedas. Partidos e candidatos devem apresentar a prestação de contas parcial entre 9 e 13 de setembro, e o relatório completo poderá ser enviado até 14 de novembro.





