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Duas pessoas não vacinadas morreram de sarampo na Pensilvânia em meio a surto nos EUA

O condado de Lancaster, na Pensilvânia, onde viviam as duas vítimas, está no centro de um dos principais focos. O surto já provocou mais de 390 infecções e levou cerca de 70 pessoas à hospitalização. Aproximadamente um terço dos infectados...

Duas pessoas não vacinadas morreram de sarampo na Pensilvânia em meio a surto nos EUA

As autoridades não informaram se as duas pessoas que morreram eram crianças ou adultos, alegando razões de privacidade.

Duas pessoas não vacinadas morreram de sarampo na Pensilvânia, informou nesta terça-feira (25) o Departamento de Saúde do estado.

São as primeiras mortes causadas pela doença registradas nos Estados Unidos em 2026, em meio ao pior surto de sarampo no país desde que a doença foi declarada eliminada, em 2000.

As mortes ocorreram em um ano que já bateu recordes de casos de sarampo nos EUA. A doença voltou a se espalhar por diferentes regiões do país, com surtos registrados em vários estados.

O condado de Lancaster, na Pensilvânia, onde viviam as duas vítimas, está no centro de um dos principais focos. O surto já provocou mais de 390 infecções e levou cerca de 70 pessoas à hospitalização. Aproximadamente um terço dos infectados são crianças.

As autoridades não informaram se as duas pessoas que morreram eram crianças ou adultos, alegando razões de privacidade.

Vacina contra sarampo. Foto: Reprodução

Mortes por sarampo são extremamente raras nos Estados Unidos. A retomada da circulação do vírus, no entanto, já provocou outras mortes recentemente. Em 2025, duas crianças em idade escolar e um adulto morreram em decorrência de complicações da doença — as primeiras mortes por sarampo no país em uma década.

“Essas cinco mortes ocorridas desde 2025 são extremamente, extremamente raras na era moderna”, afirmou o médico Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas do Johns Hopkins Center for Health Security. Segundo ele, as mortes também são um sinal do que pode acontecer à medida que o vírus volta a ganhar espaço nos Estados Unidos.

O resultado que especialistas em saúde pública temiam quando autoridades passam a relativizar a vacinação está aparecendo de forma concreta: queda da cobertura vacinal, retorno de uma doença que havia sido eliminada e, agora, novas mortes.