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Deputado bolsonarista, Van Hattem chama comandante do Exército de “frouxo” e bate boca com general na Câmara

Irritado, o general confrontou o deputado para defender seu superior, afirmando que “não é frouxo” e declarando lealdade: “Ele é meu comandante e com ele eu vou para a guerra”.

Deputado bolsonarista, Van Hattem chama comandante do Exército de “frouxo” e bate boca com general na Câmara

A discussão teve início após críticas do parlamentar ao comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva. Irritado, o general confrontou o deputado para defender seu superior, afirmando que “não é frouxo” e declarando lealdade: “Ele é meu comandante e com ele eu vou para a guerra”.

Um episódio raro e tenso marcou os corredores da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (1º), envolvendo o deputado Marcel Van Hattem e o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da Assessoria Parlamentar do Exército.

A discussão teve início após críticas do parlamentar ao comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva. Irritado, o general confrontou o deputado para defender seu superior, afirmando que “não é frouxo” e declarando lealdade: “Ele é meu comandante e com ele eu vou para a guerra”.

Van Hattem respondeu em tom ainda mais agressivo, acusando o Exército de estar “batendo continência para ladrão” e afirmando que “quem defende frouxo é frouxo também”. O embate elevou o clima e, segundo relatos, quase evoluiu para confronto físico.

Durante a discussão com MarCel Van Hattem o oficial general disse que iria até para a guerra com o general Tomás Miguel Miné: “ele é homem tá certo? Ele é meu comandante e com ele eu vou pra guerra!“, disse o general. O deputado Marcel Van hattem retrucou e disse que o Exército está “batendo continência pra ladrão” e que “quem defende frouxo e frouxo também“.

A Assessoria Parlamentar do Exército, liderada por Ribeiro, atua como ponte entre as Forças Armadas e o Congresso, com a missão de articular apoio político e garantir recursos para projetos estratégicos da instituição.

Após o episódio, a liderança da oposição na Câmara divulgou nota de repúdio, classificando a atitude do general como “intimidatória” e incompatível com o ambiente democrático. O documento destaca que a atuação de um militar dessa forma dentro do Parlamento fere o Estado de Direito e a independência entre os Poderes.

A oposição também pediu o afastamento imediato do general de suas funções até a conclusão das investigações, reforçando que o Congresso deve ser um espaço de livre manifestação, sem qualquer tipo de constrangimento a parlamentares eleitos.