
O novo bispo, ordenado padre em 2004, tem sido um defensor de políticas de imigração mais humanas, e sua nomeação reforça as críticas de Leão XIV ao presidente Donald Trump.
Na sexta-feira (1º), o papa Leão XIV anunciou a nomeação de Evelio Menjivar Ayala, de 56 anos, para assumir a diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental, após o bispo auxiliar de Washington ser destacado para a posição.
Menjivar Ayala, nascido em El Salvador, imigrou para os Estados Unidos em 1990, fugindo do conflito armado e da pobreza em seu país. Ele relatou em entrevista anterior que foi detido no México enquanto tentava entrar nos Estados Unidos, pagando um suborno para ser liberado antes de atravessar a fronteira pela cidade de Tijuana.
A nomeação de Menjivar Ayala também se insere em um contexto mais amplo de posicionamento do papa em relação à política internacional. Após Trump qualificar Leão XIV como “fraco” no mês passado, o papa reforçou sua crítica ao presidente, enfatizando a importância da diplomacia e da paz. A nomeação de um bispo com um passado de imigração irregular pode ser vista como uma reafirmação da posição do Vaticano em favor dos direitos dos migrantes.

O novo bispo é uma figura importante dentro da Igreja Católica nos Estados Unidos, e sua história pessoal de superação tem sido fonte de inspiração para muitos. Com uma trajetória marcada por desafios, Menjivar Ayala agora ocupa uma posição de destaque no Vaticano, que continua a ser uma voz crítica contra as políticas de Trump.
A nomeação foi recebida com entusiasmo entre setores mais progressistas da Igreja Católica, que veem nela um ato de reafirmação dos valores humanitários e de acolhimento aos imigrantes. No entanto, a decisão também gerou reações negativas de setores mais conservadores, que questionam a posição do papa em relação às questões de imigração.
O Vaticano ainda não se pronunciou sobre a próxima etapa para o novo bispo, mas a expectativa é de que Menjivar Ayala continue a desempenhar um papel importante na liderança religiosa nos Estados Unidos, mantendo suas posições firmes em defesa dos direitos dos migrantes.





