
No segundo turno, Lula amplia a vantagem e chega a 50,7%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,3%. A diferença é de 12,4 pontos percentuais, impulsionada principalmente pelo desempenho do presidente nas regiões Nordeste 1 e Nordeste 2.
Uma pesquisa do Instituto Vetor Arrow divulgada pelo Agenda do Poder mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. O levantamento ouviu 9 mil eleitores em mais de 1.200 municípios entre os dias 15 e 18 de maio e foi registrado no TSE sob o número BR-09301/2026.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 37,4% das intenções de voto, contra 30,2% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos surge em terceiro lugar, com 7,4%, como nome fora da disputa direta entre lulismo e bolsonarismo.

No segundo turno, Lula amplia a vantagem e chega a 50,7%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,3%. A diferença é de 12,4 pontos percentuais, impulsionada principalmente pelo desempenho do presidente nas regiões Nordeste 1 e Nordeste 2.
Apesar da desvantagem nacional, o senador mantém desempenho competitivo em áreas estratégicas. No Sul, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 45,2%, contra 44,6% de Lula. O levantamento também aponta empate técnico na capital paulista e no ABC Paulista.

O levantamento também mediu o impacto político do caso envolvendo o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do entorno político bolsonarista e governista. Segundo a pesquisa, o tema já alcançou 83,3% dos brasileiros em menos de duas semanas de repercussão nacional.
Entre os entrevistados, 69,1% disseram ter ouvido “muito” sobre o caso, enquanto 14,2% afirmaram ter ouvido “pouco”. Ao serem questionados sobre quem teria maior envolvimento político no episódio, 38,3% atribuíram responsabilidade a Lula e aliados, 33,8% apontaram Flávio Bolsonaro e seu entorno, e 12,6% disseram considerar todos igualmente envolvidos.
Os dados indicam que o caso não atinge apenas um campo político. No Nordeste 2, onde Lula lidera com folga, 42,8% responsabilizam o campo bolsonarista. No Centro-Oeste, 46,9% apontam Lula como principal envolvido político no episódio.

Para Rodrigo Bethlem, presidente do Instituto Vetor Arrow, os números mostram que a polarização segue forte, apesar do surgimento de candidaturas alternativas. “A resistência de Flávio no Sul e em São Paulo mostra que a polarização segue de pé e que há terreno para crescimento. O dado mais relevante desta rodada é o caso Banco Master: 83% do eleitorado já tomou conhecimento, e a responsabilização está dividida”, afirmou.
A margem de erro da pesquisa é de 1,03 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.





