
“O que está acontecendo nos aeroportos do Brasil é uma verdadeira revolução. Finalmente nós descobrimos que o povo que viaja quer conforto, o povo que viaja quer beleza, quer aeroporto bom, quer lugar tranquilo para sentar, quer ter lugar para comprar as coisas”, afirmou o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (25) que o Brasil vive uma transformação histórica na infraestrutura aeroportuária, durante a entrega da primeira fase das obras de ampliação e modernização dos aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
As informações são do Palácio do Planalto. Segundo o governo federal, as intervenções integram o Novo PAC e têm como objetivo ampliar a capacidade operacional dos terminais, acompanhar o crescimento econômico do estado e melhorar o atendimento a passageiros, turistas, empresários e produtores que dependem diariamente do transporte aéreo.
“O que está acontecendo nos aeroportos do Brasil é uma verdadeira revolução. Finalmente nós descobrimos que o povo que viaja quer conforto, o povo que viaja quer beleza, quer aeroporto bom, quer lugar tranquilo para sentar, quer ter lugar para comprar as coisas”, afirmou o presidente.
Lula também ressaltou o crescimento da movimentação nos aeroportos brasileiros e afirmou que o primeiro semestre de 2026 marcou um recorde para a aviação nacional.
“Nesses primeiros seis meses do ano, nós batemos o recorde de passageiros voando no Brasil. É o primeiro semestre mais vitorioso de toda a história da aviação brasileira, numa demonstração de que o povo brasileiro, na hora que tem oportunidade, viaja. E se viaja, precisa de conforto. E conforto significa que o Estado, se não pode fazer as coisas, permite que quem sabe fazer, faça, e o empresário sabe fazer”, disse Lula.
As obras entregues em Mato Grosso do Sul reforçam a conexão do estado com outras regiões do país, especialmente em um momento de expansão econômica do Centro-Oeste. A modernização dos aeroportos busca atender à demanda crescente de passageiros e ampliar a eficiência logística, turística e empresarial.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a entrega faz parte de uma política nacional de requalificação dos aeroportos regionais por meio de concessões.
“Com essa entrega da Aena, a gente tem 45 aeroportos completamente requalificados. Este é o objetivo do Programa Ampliar, requalificar os aeroportos regionais, por meio de concessões. No primeiro leilão do Ampliar, nós já colocamos 13 novos aeroportos para as concessões e, em dezembro, faremos mais uma rodada no leilão do Aeroporto de Brasília. Outros dois aeroportos do Mato Grosso do Sul estarão incluídos nessa rodada, o de Dourados e o de Bonito, que receberão mais R$ 150 milhões”, pontuou o ministro.
Segundo o governo, os aeroportos de Dourados e Bonito devem integrar uma nova rodada de investimentos, fortalecendo ainda mais a malha aeroportuária regional. Para a infraestrutura aeroportuária do Centro-Oeste, estão previstos R$ 91 milhões em investimentos entre 2026 e 2027, dentro da carteira pública de aeroportos regionais anunciada em dezembro de 2025.
As obras nos aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã foram realizadas pela concessionária Aena Brasil, no âmbito de contratos de concessão coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os investimentos privados tiveram financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, afirmou que a empresa cumpriu o compromisso assumido ao assumir a gestão dos aeroportos de Mato Grosso do Sul no fim de 2023.
“Quando a Aena assumiu a gestão dos aeroportos do Mato Grosso do Sul, no fim de 2023, nos comprometemos a ampliar os terminais, modernizar os sistemas e entregar aeroportos à altura do crescimento deste Estado. Hoje, presidente Lula, estou aqui para dizer que honramos o nosso compromisso. Ponta Porã é uma cidade de fronteira que integra economias, culturas e pessoas. Precisava de uma infraestrutura compatível com o seu potencial estratégico. Agora isso é uma realidade”, afirmou Santiago Yus.
Os três aeroportos fazem parte de um bloco de 11 terminais administrados pela concessionária. As obras somam aproximadamente R$ 640 milhões em investimentos. No conjunto de aeroportos operados pela Aena em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, estão previstos R$ 4,5 bilhões em obras, sistemas e equipamentos.
Principal porta de entrada aérea de Mato Grosso do Sul, o Aeroporto Internacional de Campo Grande passou por uma ampla modernização. O terminal ganhou um novo pavimento, teve a área ampliada em 25% e aumentou sua capacidade de atendimento de 950 mil para 2,6 milhões de passageiros por ano.
Também foram instaladas três pontes de embarque, novos equipamentos de inspeção e uma nova sala de embarque com sete portões. A infraestrutura do aeroporto também foi preparada para receber voos internacionais, o que pode ampliar a conexão do estado com outros mercados e destinos.
Em Corumbá, uma das principais portas de entrada para o Pantanal, as obras ampliaram a capacidade operacional do aeroporto de 42 mil para 120 mil passageiros por ano.
O terminal recebeu melhorias nos espaços de embarque, check-in, inspeção de passageiros e estacionamento. Também foram feitas adequações operacionais para aumentar a segurança e a eficiência das operações.
A modernização do aeroporto é considerada estratégica para o turismo regional, especialmente pela importância de Corumbá como ponto de acesso ao Pantanal, um dos principais patrimônios naturais do Brasil.
Na fronteira com o Paraguai, o Aeroporto de Ponta Porã passou por uma das maiores transformações de sua história. A área do terminal foi ampliada de 770 m² para 3.760 m², um crescimento de 390%.
A capacidade anual também saltou de 30 mil para 130 mil passageiros. O aeroporto ganhou novos espaços comerciais, ampliação do estacionamento e mais posições para aeronaves comerciais.
A modernização fortalece o papel de Ponta Porã como cidade estratégica de fronteira, com potencial para integrar economias, culturas e fluxos de pessoas entre Brasil e Paraguai.
Com terminais mais modernos, Mato Grosso do Sul amplia sua capacidade de receber passageiros, atrair turistas, facilitar negócios e fortalecer a logística regional. Para o governo federal, os investimentos acompanham o dinamismo econômico do estado e reforçam o papel do Centro-Oeste como um dos principais polos de desenvolvimento do país.
As obras também dialogam com a estratégia do Novo PAC de ampliar a infraestrutura nacional, promover integração regional e melhorar serviços públicos essenciais à população.
No Aeroporto Internacional de Campo Grande, a capacidade operacional passou para 2,6 milhões de passageiros por ano. O terminal foi ampliado em 25%, recebeu três novas pontes de embarque e uma nova sala de embarque com sete portões.
Em Corumbá, a capacidade operacional passou para 120 mil passageiros por ano. O terminal foi ampliado em 25%, de 1.950 m² para 2.400 m². O canal de inspeção ficou oito vezes maior e o saguão de check-in foi triplicado.
Em Ponta Porã, a capacidade operacional chegou a 130 mil passageiros por ano. O terminal foi ampliado em 390%, passando de 770 m² para 3.760 m². O check-in passou de duas para oito posições e a área comercial ficou oito vezes maior.
Com as entregas, o governo Lula busca consolidar uma nova etapa de investimentos em aeroportos regionais, combinando concessões, financiamento público e modernização da infraestrutura para atender ao crescimento da aviação brasileira.





