
Alex Leandro Bispo dos Santos possui ao menos três condenações por roubo, que somam 34 anos de pena, e passou por 13 presídios ao longo de quase 13 anos.
O Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido pela empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, contratou a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., de Alex Leandro Bispo dos Santos, para instalar pontos de wi-fi em comunidades da capital paulista. Segundo órgãos de inteligência da polícia, ele é apontado como integrante de destaque do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A contratação ocorreu no âmbito de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo. A empresa de Santos poderia receber até R$ 12 milhões para implantar 2.000 pontos de wi-fi nas zonas sul e oeste da cidade.
Um extrato aponta um pagamento de R$ 2 milhões realizado em julho de 2025. A polícia também investiga se parte dos recursos do contrato foi desviada para a produção de “Dark Horse”, hipótese negada pela defesa de Karina Gama.
Alex Leandro Bispo dos Santos possui ao menos três condenações por roubo, que somam 34 anos de pena, e passou por 13 presídios ao longo de quase 13 anos. Ele também responde por uma investigação de feminicídio após a morte de Maria Katiane Gomes da Silva, ocorrida em novembro de 2025. A vítima aparece como testemunha no contrato firmado entre o ICB e a empresa de Santos.

A defesa de Santos afirma que ele não possui qualquer vínculo com o PCC. O advogado Eugênio Malavasi declarou que “ele nega peremptoriamente ser membro do PCC” e afirmou que sua atuação no caso se restringe ao processo de feminicídio.
Segundo a defesa, Santos também nega ter cometido o crime e sustenta que a vítima se jogou da sacada do apartamento.
O Instituto Conhecer Brasil informou que contratou a empresa sem indicação da Prefeitura de São Paulo e afirmou que a escolha levou em conta critérios técnicos, operacionais e documentais. A entidade declarou que, no momento da contratação, desconhecia qualquer suposta ligação do empresário com organizações criminosas e destacou que não havia impedimento legal para a contratação.
A Prefeitura de São Paulo afirmou que nunca manteve vínculo contratual direto com a empresa de Alex Santos e que sua relação jurídica ocorre exclusivamente com o ICB. O município informou que a empresa deixou de atuar no Programa WiFi Livre em dezembro de 2025 e declarou que “qualquer associação entre a Prefeitura de São Paulo e o crime organizado é irresponsável e leviana”.





