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Quatro cidades do Amazonas são citadas pelo PBSP entre as 20 mais violentas da Amazônia

O estudo define Rio Preto da Eva como palco de disputas entre PCC e CV ao longo de 2024. Já Coari, localizada em posição estratégica na região do médio rio Solimões, serve como um corredor hidroviário para o escoamento de...

Quatro cidades do Amazonas são citadas pelo PBSP entre as 20 mais violentas da Amazônia

Tabatinga foi avaliada como uma das mais importantes entradas de drogas no país, por sua localização estratégica devido à proximidade dos países produtores de cocaína.

Estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) destaca os municípios do Rio Preto da Eva, Coari, Iranduba e Tabatinga, entre as 20 cidades mais violentas da Amazônia Legal, onde a presença de facções cresceu e chegou a quase metade das 772 cidades da região.

De acordo com o relatório do FBSP, a taxa trienal de mortes violenta no Rio Preto da Eva é 98,50 para um grupo de 20 a 50 mil habitantes. Coari aparece com 60,50, Iranduba com 59,10 e Tabatinga 57,60.

O estudo define Rio Preto da Eva como palco de disputas entre PCC e CV ao longo de 2024. Já Coari, localizada em posição estratégica na região do médio rio Solimões, serve como um corredor hidroviário para o escoamento de drogas do Peru e da Colômbia.

Iranduba foi classificado como município que compõe a região metropolitana de Manaus, absorvendo em parte as dinâmicas de violência presentes na capital, e tem forte atuação do CV.

Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, Tabatinga foi avaliada como uma das mais importantes entradas de drogas no país, por sua localização estratégica devido à proximidade dos países produtores de cocaína.

Nove estados compõem a Amazônia Legal Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Esta é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.

Os municípios foram divididos em quatro escalas, conforme a quantidade de moradores que possuem:

Pequeno 1: até 20 mil habitantes;
Pequeno 2: de 20 mil a 50 mil habitantes;
Médio: de 50 mil a 100 mil habitantes;
Grande: acima de 100 mil habitantes.