
O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (8) o início das operações de uma linha de crédito de R$ 14 bilhões destinada à modernização do agronegócio brasileiro. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
Os recursos fazem parte do programa Move Brasil para máquinas e implementos agrícolas e têm como objetivo acelerar a renovação tecnológica do campo, ampliando a produtividade e a competitividade do setor.
A nova linha de crédito será financiada com recursos do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob gestão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O programa prioriza equipamentos com conteúdo nacional, inovação tecnológica e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Pela primeira vez, cooperativas agrícolas poderão acessar diretamente financiamentos da Finep para aquisição de máquinas, implementos e soluções de agricultura digital. Entre os equipamentos que poderão ser financiados estão tratores, colheitadeiras, pulverizadores, adubadeiras, semeadeiras e cultivadores motorizados. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir custos operacionais, elevar a eficiência produtiva e estimular práticas mais sustentáveis no campo.
O programa se soma à linha Move Brasil voltada à renovação de caminhões e ônibus, que já disponibiliza até R$ 21,2 bilhões para financiamento de veículos pesados.
Durante a mesma agenda, o governo federal anunciou uma nova portaria que amplia a flexibilidade dos horários de utilização do desconto na conta de energia elétrica para produtores que utilizam irrigação. A medida também contempla aquicultores e busca reduzir custos de produção sem eliminar o benefício tarifário.
Antes, o desconto era concentrado principalmente entre 22h e 6h. Com a nova regulamentação, os produtores poderão utilizar o benefício durante oito horas e meia por dia, de forma contínua ou fracionada, dentro de uma faixa ampliada, entre 21h30 e 17h do dia seguinte.
A mudança permitirá que os sistemas de irrigação operem em horários mais adequados às necessidades das lavouras, favorecendo o planejamento da produção e o uso mais eficiente da energia disponível.
Alckmin destacou a importância da medida diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. “Se há 35 anos a irrigação era importante, imagine hoje, com as mudanças climáticas. Quando chove, chove demais; quando faz seca, faz seca demais. E a irrigação é o instrumento mais importante para isso”, declarou.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a iniciativa moderniza uma política relevante para o setor produtivo. “Estamos garantindo mais liberdade para que irrigantes e aquicultores utilizem a energia elétrica nos horários mais adequados à sua produção, sem perder o benefício tarifário”, ressaltou.
Durante seu discurso, Alckmin classificou o oeste baiano como uma das principais referências da agricultura nacional em tecnologia e produtividade. “Essa é a nova fronteira agrícola brasileira, na vanguarda da tecnologia e da produtividade, uma região campeã, com a maior área irrigada do Brasil”, afirmou.
Alckmin ressaltou ainda que o agronegócio brasileiro alcançou a abertura de 525 novos mercados desde 2023. O vice-presidente afirmou que o governo fará um “grande empenho” para reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco.
Ele também destacou o reconhecimento da China ao Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação e observou que, nos Estados Unidos, “a carne está totalmente fora de qualquer tarifa”.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reforçou a relevância econômica do setor agropecuário para o país. Segundo ele, o agronegócio responde por 49,5% da pauta exportadora brasileira e gera cerca de 38 milhões de empregos. “O oeste baiano é uma das maiores histórias de transformação produtiva no Brasil”, afirmou.





