
O objetivo é agregar valor às riquezas energéticas do país e ampliar a participação da indústria nacional em setores considerados fundamentais para a segurança energética e o desenvolvimento econômico.
Transformar o petróleo produzido no Brasil em mais combustíveis, insumos industriais, fertilizantes e empregos é uma das principais apostas da Petrobras para os próximos anos. A companhia está acelerando investimentos em diferentes segmentos da cadeia energética com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva nacional, fortalecer a indústria brasileira e reduzir a dependência de produtos importados considerados estratégicos para a economia.
A estratégia reúne projetos de expansão do refino, fortalecimento da petroquímica, aumento da oferta de gás natural, desenvolvimento de combustíveis cada vez mais sustentáveis e retomada da produção de fertilizantes. O objetivo é agregar valor às riquezas energéticas do país e ampliar a participação da indústria nacional em setores considerados fundamentais para a segurança energética e o desenvolvimento econômico.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a empresa pretende crescer em conjunto com o país. “Seguiremos nossa trajetória como empresa integrada e líder na transição energética justa, promovendo o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo para a segurança energética nacional, gerando valor e compartilhando os resultados com a sociedade”, afirmou.
O principal destaque é a integração entre a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e o Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí. O empreendimento permitirá ampliar a produção de diesel S-10, querosene de aviação e lubrificantes de alta qualidade, além de incorporar uma planta dedicada à produção de combustíveis renováveis, fortalecendo a posição da Petrobras em segmentos de maior valor agregado.
Outro projeto estruturante em execução pela Petrobras é a conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Com investimentos superiores a R$ 8,3 bilhões, a expansão da refinaria deverá elevar significativamente a oferta nacional de diesel S-10 e consolidar a unidade como um dos principais polos de produção de derivados do país. As obras podem gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos até a entrada em operação, prevista para 2029.
Além da expansão do refino, a Petrobras aposta no fortalecimento da petroquímica como forma de ampliar a transformação do petróleo e do gás natural em produtos industriais de maior valor agregado.
No Complexo Boaventura, a companhia estuda a produção de ácido acético e monoetilenoglicol (MEG), matérias-primas utilizadas em diversos segmentos industriais, como os setores químico, de embalagens e de tintas. Atualmente, o Brasil depende de importações para suprir parte significativa dessa demanda, o que abre espaço para o fortalecimento da produção nacional.
A estratégia também inclui a expansão da planta de polietileno da Braskem, coligada da Petrobras. O projeto poderá ampliar a capacidade produtiva da unidade em até 230 mil toneladas por ano e utilizará parte do gás natural processado no Complexo Boaventura. Além de gerar empregos, a iniciativa amplia a oferta doméstica de resinas utilizadas por diversos segmentos industriais.
Ao avançar nesses projetos, a companhia busca monetizar o petróleo produzido no Brasil por meio da fabricação de produtos industriais de maior valor agregado, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo cadeias produtivas estratégicas.
O gás natural também desempenha papel relevante na estratégia de expansão industrial da Petrobras. O Projeto Refino Boaventura recebeu contratos de R$ 9,6 bilhões para a implantação de novas unidades industriais voltadas à produção de diesel S-10, querosene de aviação e lubrificantes especiais, ampliando a oferta de produtos mais modernos e eficientes para o mercado nacional.
A transição energética aparece de forma complementar nesse processo. A Reduc concluiu os testes do combustível sustentável de aviação (SAF) por coprocessamento e recebeu autorização para iniciar a produção comercial. A refinaria também avançou nos testes do Diesel R7, ampliando a participação de conteúdo renovável em seus combustíveis. Paralelamente, o Complexo Boaventura contará com uma planta dedicada à produção de SAF e HVO, reforçando a estratégia de descarbonização e diversificação do portfólio energético da companhia.
A retomada da produção de fertilizantes representa outro capítulo importante da estratégia da Petrobras para fortalecer setores essenciais da economia brasileira.
Na Bahia, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN-BA) voltou a operar após investimentos de R$ 100 milhões e já alcança 90% da capacidade operacional. A unidade produz ureia, amônia e ARLA 32, ampliando a oferta nacional de insumos fundamentais para o agronegócio e contribuindo para reduzir a dependência externa em um segmento estratégico para a segurança alimentar.
A companhia também avançou na retomada das operações das fábricas de fertilizantes da Bahia e de Sergipe, iniciativa que deverá gerar cerca de 800 empregos diretos e indiretos. O movimento reforça o retorno da Petrobras ao segmento e está alinhado à estratégia de fortalecimento da produção nacional de insumos essenciais para a agricultura brasileira.
Ao integrar investimentos em refino, petroquímica, gás natural, combustíveis renováveis e fertilizantes, a Petrobras amplia sua capacidade de transformar recursos energéticos em desenvolvimento industrial. No segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC), o plano da companhia prevê US$ 15,8 bilhões em investimentos e a expansão da capacidade de processamento das refinarias para 2,1 milhões de barris por dia até 2030, reforçando a oferta de combustíveis, matérias-primas industriais e fertilizantes produzidos no Brasil.






