
A expansão da produção foi acompanhada por um desempenho ainda mais forte nas vendas. A comercialização de finos de minério de ferro alcançou 69,946 milhões de toneladas no segundo trimestre, crescimento de 3,4% sobre o mesmo intervalo de 2025.
A melhor produção trimestral da Vale em oito anos chegou a 84,2 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho de 2026, sustentada pelo recorde do S11D, em Carajás, e pelo aumento dos volumes nos projetos de Capanema e VGR1, em Minas Gerais.
Os números foram divulgados pela mineradora na noite desta terça-feira (21), em seu relatório de produção e vendas, e publicados pelo jornal Valor Econômico. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a extração de minério de ferro avançou 0,8%.
O resultado representa o maior volume produzido pela Vale em um segundo trimestre desde 2018. Além da evolução operacional do S11D, a companhia atribuiu o crescimento à entrada de volumes adicionais em Capanema e VGR1, iniciativas que integram a estratégia de ampliação e melhoria da qualidade de seu portfólio de minério de ferro.
A expansão da produção foi acompanhada por um desempenho ainda mais forte nas vendas. A comercialização de finos de minério de ferro alcançou 69,946 milhões de toneladas no segundo trimestre, crescimento de 3,4% sobre o mesmo intervalo de 2025.
Considerando finos, pelotas e outros produtos, as vendas totais de minério de ferro atingiram 79,747 milhões de toneladas, alta anual de 3,1%. De acordo com a Vale, o avanço refletiu principalmente o escoamento de estoques formados em períodos anteriores e o aumento da produção.
Preço do minério sobe 11,6%
Além do maior volume vendido, a Vale registrou valorização nos preços realizados. O preço médio dos finos de minério de ferro chegou a US$ 95 por tonelada entre abril e junho, aumento de 11,6% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
Nas pelotas, o preço médio realizado foi de US$ 137 por tonelada, alta anual de 2,2%. As vendas desse produto somaram 7,748 milhões de toneladas, expansão de 3,5% na mesma base de comparação.
A produção de pelotas, porém, recuou 7% e ficou em 7,3 milhões de toneladas. A companhia relacionou a queda à suspensão temporária das operações das plantas de Omã durante parte do trimestre.
A diferença entre o volume produzido e o comercializado indica que a mineradora utilizou estoques para atender às vendas no período. Enquanto a produção de pelotas diminuiu, a quantidade vendida apresentou crescimento anual.
Cobre alcança maior volume para o período desde 2017
A produção de cobre da Vale totalizou 98,4 mil toneladas no segundo trimestre, avanço de 6,3% na comparação anual. Foi o maior resultado para o período desde 2017.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações brasileiras. Salobo alcançou produção recorde, enquanto Sossego e Voisey’s Bay também registraram volumes superiores.
As vendas de cobre cresceram em ritmo mais acelerado do que a produção e chegaram a 97,6 mil toneladas, alta anual de 9,7%. O preço médio realizado atingiu US$ 14.062 por tonelada, salto de 56,5% ante o segundo trimestre de 2025.
Produção de níquel atinge maior nível desde 2020
No níquel, a mineradora produziu 42 mil toneladas entre abril e junho, crescimento de 4,2% sobre igual período do ano anterior. O resultado foi o melhor para um segundo trimestre desde 2020.
A expansão foi favorecida pelo desempenho de Onça Puma e pela produção recorde em Long Harbour. Esses resultados compensaram os efeitos da manutenção bienal programada nas instalações de Sudbury.
As vendas de níquel somaram 44,4 mil toneladas, alta de 7,2% na comparação anual. Já o preço médio realizado alcançou US$ 18.061 por tonelada, avanço de 14,3%.
O relatório mostra, assim, crescimento simultâneo da produção de minério de ferro, cobre e níquel, além de aumento das vendas e dos preços médios realizados nos principais segmentos da companhia. A exceção operacional foi a produção de pelotas, afetada pela paralisação temporária em Omã.





