
Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24). A região mais afetada inclui Caracas e La Guaira, área costeira próxima à capital, que foi colocada pelo governo na chamada “zona de desastre”.
O número de desaparecidos após os terremotos que devastaram a Venezuela passou de 50 mil, segundo o chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, Tom Fletcher. A declaração foi dada à agência AFP nesta sexta-feira (26), em Genebra.
“Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal”, afirmou Fletcher. Ele também disse considerar provável que o número de mortos aumente “consideravelmente”.
O governo venezuelano atualizou o balanço oficial para 920 mortos e quase 3 mil feridos. O número ainda é provisório, já que equipes de resgate continuam procurando sobreviventes sob escombros em áreas atingidas pelos tremores.
Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24). A região mais afetada inclui Caracas e La Guaira, área costeira próxima à capital, que foi colocada pelo governo na chamada “zona de desastre”.
Segundo autoridades venezuelanas, pelo menos 250 edifícios desabaram ou sofreram danos. Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento venezuelano, havia informado que cerca de 200 pessoas continuavam presas em escombros.
A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a militarização de La Guaira, uma das regiões mais destruídas. Equipes de resgate trabalham contra o tempo, enquanto moradores organizam grupos próprios para tentar localizar parentes e conhecidos desaparecidos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos já havia estimado que a combinação entre magnitude elevada, baixa profundidade dos tremores e áreas densamente povoadas poderia elevar de forma significativa o número de vítimas. Os abalos também foram sentidos no Brasil.
Diversos países anunciaram envio de ajuda humanitária à Venezuela, incluindo o Brasil. O governo Lula informou que mandará bombeiros, técnicos da Defesa Civil, equipamentos de busca e resgate, medicamentos e estruturas para atendimento emergencial.





