
A embarcação é a terceira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), projeto voltado à recomposição do Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil.
O presidente Lula (PT) participa nesta sexta-feira (26) do lançamento ao mar da Fragata Cunha Moreira, em Itajaí, Santa Catarina, em uma cerimônia que marca nova etapa do Programa Fragatas Classe Tamandaré, iniciativa estratégica para a modernização da Marinha e para o fortalecimento da soberania nacional.
A embarcação é a terceira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), projeto voltado à recomposição do Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil. O programa integra o Novo PAC e está alinhado à Nova Indústria Brasil (NIB), especialmente na missão de desenvolver tecnologias consideradas essenciais para a defesa e para a autonomia estratégica do país.
O lançamento ao mar é considerado uma das fases mais relevantes da construção naval. A partir desse momento, a fragata passa a estar apta a navegar, embora ainda precise cumprir etapas internas antes de ser entregue definitivamente ao setor operativo da Marinha. A previsão é que a Fragata Cunha Moreira seja incorporada em 2028, após a instalação de sistemas, armamentos e demais equipamentos.
As fragatas têm capacidade de deslocamento de 3,5 mil toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo, hangar para helicópteros, radares, sensores integrados e sistemas avançados de armas. Segundo o governo, os navios atendem a padrões rigorosos de navegabilidade, estabilidade, segurança, operação e desempenho.
Além da função militar, as novas embarcações também poderão ser utilizadas em missões de busca e salvamento, patrulhamento marítimo e em operações relacionadas a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A ampliação dessa capacidade é considerada fundamental para a defesa de recursos naturais, rotas comerciais e áreas estratégicas no Atlântico Sul.
O programa tem investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030. Desse total, R$ 10,5 bilhões fazem parte do Novo PAC. A iniciativa deve gerar cerca de 23 mil empregos ao longo de sua execução, sendo 2 mil postos diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos.
Atualmente, o Programa Fragatas Classe Tamandaré apresenta 76% de execução física. A primeira embarcação da classe, a Fragata Tamandaré, foi entregue à Marinha em abril deste ano. O segundo navio, a Fragata Jerônimo de Albuquerque, tem entrega prevista para janeiro de 2027.
Um dos eixos centrais do projeto é a nacionalização de sistemas e processos produtivos. O programa prevê percentual de conteúdo local, transferência gradual de tecnologia em engenharia naval e qualificação de empresas brasileiras para atuar na produção, manutenção e modernização das embarcações ao longo de todo o ciclo de vida dos navios.
Com isso, o governo busca ampliar a participação da indústria nacional de defesa em projetos de alta complexidade tecnológica. A expectativa é que o programa gere efeitos sobre diferentes segmentos da cadeia produtiva, além do entorno do estaleiro em Santa Catarina, estimulando fornecedores, serviços especializados e novas capacidades industriais no país.
A construção das fragatas também é apresentada como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da base industrial de defesa. Ao combinar encomendas militares, inovação tecnológica e conteúdo nacional, o Programa Fragatas Classe Tamandaré pretende reduzir dependências externas e consolidar conhecimento técnico no setor naval brasileiro.





