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Bispo dom Vicente Ferreira critica clã Bolsonaro após Flávio acusar CNBB de divulgar fake news

O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News. Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade...

Bispo dom Vicente Ferreira critica clã Bolsonaro após Flávio acusar CNBB de divulgar fake news

O bispo dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, criticou o clã Bolsonaro nesta segunda-feira (28/9), sem citar nomes.

O bispo dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, criticou o clã Bolsonaro nesta segunda-feira (28/9), sem citar nomes. A fala do religioso vem após Flávio acusar “gente de dentro” da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar a divulgar fake news sobre um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News. Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade de lutar sempre pela justiça e paz. Rogai por nós!

Dom Vicente de Paula Ferreira foi nomeado como bispo da Diocese de Nossa Senhora (BA) em fevereiro de 2023, pelo então papa Francisco. Ele também é membro da Comissão de Ecologia Integral e Mineração da CNBB.

Flávio negou, nesse domingo (27/9), qualquer intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Ao falar sobre o tema, o senador acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de divulgar uma fake news com ajuda da CNBB.

“O PT, eu sei hoje, já estava, havia alguns dias, tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse Flávio em ato de campanha em Goiânia.

A CNBB rebateu o senador e negou qualquer envolvimento com divulgações de notícias falsas.

“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, disse a instituição católica.

A questão foi parar inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a veiculação e mandou retirar posts que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, Flávio Dino, também do STF, derrubou a decisão de Mendonça, alegando não haver indícios suficientes de ilegalidade para justificar a medida.

Dino pediu nesta segunda (28/9) que o caso vá ao plenário do Supremo para uma decisão final.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso por tentativa de golpe de Estado, também envolveu-se em polêmica com a CNBB.

Em 2020, 152 bispos assinaram uma carta criticando a condução do governo Bolsonaro em assuntos como educação e saúde, em meio à pandemia de Covid-19.

“A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”, diz trecho da carta.

Após essa carta dos bispos, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão de segurança da Presidência da República, pediu a produção de um perfil de cada um dos 152 bispos que assinaram a carta, conforme consta em relatório da Polícia Federal (PF) sobre investigações da “Abin Paralela”.