
Na França, os protestos de alunos do ensino médio completam um mês. A crise começou na segunda quinzena de setembro em um colégio de Créteil, na região de Paris, por falta de professores e estrutura precária.
Uma onda de protestos por educação, moradia e trabalho tomou as ruas da Europa e da América do Sul nesse segundo semestre de 2026.
Conflitos são registrados na Albânia, na França, na Itália, na Espanha e na Bélgica, no Velho Continente, e na Colômbia, na Argentina e no Chile, no continente americano.
Apesar de pautas diferentes, as manifestações têm a mesma raiz: o desgaste da população com cortes de gastos públicos, serviços precários, além do aumento do custo de vida.
Na Albânia, por exemplo, o movimento entrou no quarto dia seguido na sexta-feira (16/10). Milhares de jovens marcharam em Tirana, capital do país, pedindo a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.
Liderado por estudantes, o grupo denuncia corrupção, falta de investimento na educação e a venda de áreas preservadas do litoral para a construção de um resort de luxo de 1,4 bilhão de euros ligado a Jared Kushner, genro de Donald Trump.
O que começou como ato pacífico há mais de 130 dias se tornou violento. Ao menos 89 pessoas ficaram feridas, sendo 61 policiais.
Na França, os protestos de alunos do ensino médio completam um mês. A crise começou na segunda quinzena de setembro em um colégio de Créteil, na região de Paris, por falta de professores e estrutura precária.
Os relatos são de turmas com mais de 35 alunos, teto com goteira e carga horária excessiva.
Em 1º de outubro, mais de mil escolas já estavam afetadas. No dia 6 de outubro, 256 mil pessoas foram às ruas, segundo o Ministério do Interior.
A tensão aumentou após a ação policial. Em Lens, no dia 5 de outubro, um estudante de 15 anos perdeu a mão após a explosão de uma granada de efeito moral.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, suspendeu o uso do artefato nos atos estudantis. Mais de 6,5 mil pessoas foram detidas desde o início do movimento.
Na Itália, trabalhadores da antiga siderúrgica de Taranto suspenderam nesta sexta (16/10) uma greve de cinco dias.
Eles são contra um plano do governo para a fábrica que pode deixar milhares de empregados afastados sem garantia de futuro.
A paralisação foi interrompida após o Executivo aceitar retomar as negociações
Em setembro, na Espanha, a crise da moradia levou moradores às ruas de Madri e Barcelona.
O caso que acirrou o debate foi o da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos, que morreu após uma tentativa de despejo em Madri, no início do mês.
Os manifestantes cobram controle dos aluguéis e mais proteção a inquilinos.





