×

A mão de Ciro Nogueira na indicação ao STF de Kassio Nunes, que assume o TSE

Segundo o Estadão, Nunes Marques é o “rei das festas”, indicado pelo governo Bolsonaro ao STF, e tem sido apontado como uma peça fundamental nesse jogo de poder.

A mão de Ciro Nogueira na indicação ao STF de Kassio Nunes, que assume o TSE

Nunes Marques caiu nas graças do Centrão pelas mãos do senador Ciro Nogueira (PP-PI). É por causa dessa relação “íntima e notória” que senadores pediram a suspeição do ministro para analisar a abertura de uma CPI do Master.

A nomeação de Kassio Nunes Marques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em meio a uma crescente articulação política, tem atraído a atenção dos bastidores da política brasileira, especialmente pelo seu alinhamento com o Centrão e sua relação próxima com figuras como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Estadão, Nunes Marques é o “rei das festas”, indicado pelo governo Bolsonaro ao STF, e tem sido apontado como uma peça fundamental nesse jogo de poder.

Diz o jornal:

Nunes Marques caiu nas graças do Centrão pelas mãos do senador Ciro Nogueira (PP-PI). É por causa dessa relação “íntima e notória” que senadores pediram a suspeição do ministro para analisar a abertura de uma CPI do Master.

Segundo investigação da Polícia Federal, Ciro Nogueira recebia mesada de R$ 500 mil do dono do Banco Master, além de hospedagem em hotel de luxo e despesas com cartão de crédito pagas pelo banqueiro em troca da defesa dos interesses dele no Congresso.

O próprio ministro se viu envolvido no caso Master após a revelação pelo Estadão do pagamento do banco a uma consultoria que depois contratou um dos seus filhos.

Foi por meio de Ciro Nogueira que Nunes Marques chegou perto de Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho “01? do então presidente, foi o principal cabo eleitoral do hoje ministro. Bolsonaro gostou tanto do candidato que preferiu lhe dar uma cadeira no STF em outubro de 2020, em substituição a Celso de Mello, que se aposentara.

A forma como chegou ao Supremo deu a Nunes Marques a pecha de bolsonarista, mas ele nunca teve relação estreita com o ex-presidente. A proximidade era com integrantes do PP e do União Brasil. Ou seja: o ministro era um nome do Centrão. Quando tomou posse no STF, ampliou os horizontes políticos e se consolidou como habilidoso articulador de bastidor. A principal arma do ministro para manter a influência em Brasília são as festas que promove em casa, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Com a habilidade política de conversar com todo mundo – uma lição aprendida na cartilha do Centrão –, Nunes Marques é capaz de reunir no mesmo evento o ex-presidente Michel Temer, os cantores Diogo Nogueira e Jorge Aragão, os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os senadores Ciro Nogueira e Otto Alencar (PSD-BA).