
O dólar encerrou esta terça-feira (5) em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, atingindo o menor valor desde 26 de janeiro de 2024.
O dólar encerrou esta terça-feira (5) em queda de 1,09%, cotado a R$ 4,912, atingindo o menor valor desde 26 de janeiro de 2024. O movimento foi impulsionado pelo maior apetite global por risco e pela repercussão da ata do Copom, que influenciou a percepção de investidores sobre o cenário econômico brasileiro.
Durante o pregão, a queda nos preços internacionais do petróleo favoreceu a migração de recursos para ativos de maior risco, como moedas de países emergentes e ações. Esse movimento contribuiu para a valorização do real frente à moeda norte-americana.
No cenário doméstico, a ata do Copom indicou uma postura cautelosa do Banco Central diante das expectativas de inflação. O documento destacou riscos associados ao cenário internacional, mas manteve a leitura de continuidade no processo de ajuste da taxa básica de juros.
A Bolsa brasileira acompanhou o movimento positivo e avançou 0,62%, aos 186.753 pontos. Entre os destaques, ações da Ambev registraram alta expressiva, chegando a subir até 17% após divulgação de resultados acima do esperado no primeiro trimestre.
No exterior, o ambiente também foi de maior apetite por risco. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em níveis recordes, com altas de 0,88% e 1,03%, respectivamente. O dólar também perdeu força frente a outras moedas emergentes.
O mercado seguiu atento às tensões no Oriente Médio, especialmente em relação ao fluxo de petróleo pelo estreito de Hormuz. A região concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, o que mantém a atenção sobre possíveis impactos inflacionários.
Após alta superior a 5% na sessão anterior, os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira. O Brent, referência global, era negociado a US$ 110,13, com queda de 3,78% no fim da tarde, refletindo alívio momentâneo nas preocupações do mercado.
Analistas avaliam que a combinação de dólar global mais fraco, diferencial de juros elevado no Brasil e fluxo de recursos para renda fixa local contribuiu para a valorização do real. O cenário segue condicionado a fatores externos e à evolução das expectativas de inflação.





