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Com minguados 17.662 votos, Arthur Neto não consegue se eleger à Câmara dos Deputados

As urnas que sempre estiveram recheadas de votos para Arthur em nada contrastam com os 17.662 votos registrados nas eleições 2026. Em 2012, mesmo em eleição de segundo turno, ele crava 603.483 votos e garante a cadeira de prefeito de...

Com minguados 17.662 votos, Arthur Neto  não consegue se eleger à Câmara dos Deputados

Aos 81 anos de idade, o ex-senador e ex-ministro Arthur Neto, dificilmente deve se aventurar a nova disputa eleitoral, embora não tenha anunciado formalmente a sua apostaria da política partidária.

O combativo Arthur do Carmo Virgílio Neto (MDB), ex-prefeito de Manaus, não conseguiu se eleger deputado federal nas eleições de 2026. O resultado foi catastrófico. Uma derrota acachapante, diferente da eleição de 2010 quando foi derrotado com 644.340 votos na disputa pela reeleição ao Senador por Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin.

Com 17.662 votos, Arthur Neto, que derrotou Gilberto Mestrinho – lendário boto tucuxi – nas urnas, e se elegeu senador em 2022 com 608.762 votos, saiu das eleições na 27ª posição – muito longe, portanto, da sonhada vaga de um total de oito, de deputado federal.

Aos 81 anos de idade, o ex-senador e ex-ministro Arthur Neto, dificilmente deve se aventurar a nova disputa eleitoral, embora não tenha anunciado formalmente a sua apostaria da política partidária.

As urnas que sempre estiveram recheadas de votos para Arthur em nada contrastam com os 17.662 votos registrados nas eleições 2026. Em 2012, mesmo em eleição de segundo turno, ele crava 603.483 votos e garante a cadeira de prefeito de Manaus.

Na disputa para a reeleição, os votos foram um pouco mais minguados, mesmo assim fora ungido com 581.777 sufrágios.

Na sua reconhecida e brilhante trajetória politica, contabilizou seis vitórias, das quais três para a Câmara Federal, uma para o Senado da República e duas para a Prefeitura de Manaus.

Por ironia ou birra do destino, o total de vitórias não é maior que o de derrotas. Deu empate.

Arthur iniciou sua jovem trajetória política com uma derrota ao aventurar uma vaga à Câmara dos Deputados em 1978.

Somam-se a ela, duas para o governo do Amazonas, que nunca chegou, duas para senador e, agora, a mais triste, em 2026, talvez a última do último dos moicanos de um período marcado pela excelência de Beth Azize, Mário Frota, Fábio Lucena, Amazonino Mendes, Gilberto Mestrinho, Jefferson Péres, entre outros.