
“Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”.
Diagnosticado com câncer de pele nesta quarta-feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desejou a morte de Dilma Rousseff em 2015 durante o processo de impeachment contra ela: “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”.
Além da “torcida pelo câncer”, Bolsonaro desejou a morte de opositores em diversas ocasiões, como em 2018, durante sua campanha presidencial, que bradou o desejo de “metralhar a petralhada do Acre”.
Relembre
Bolsonaristas: "Não empreguem quem deseja a morte de outras pessoas por questões políticas".
Bolsonaro: "Espero que a Dilma morra hoje infartada ou com câncer". pic.twitter.com/hLWpfI4FEc
— Andrade (@AndradeRNegro2) September 14, 2025
O médico Claudio Birolini, responsável por acompanhar sua saúde, confirmou nesta quarta-feira (17) que exames recentes apontaram duas lesões compatíveis com carcinoma de células escamosas, em estágio inicial. O resultado veio após uma sequência de internações em Brasília motivadas por crises de soluços, vômitos e queda de pressão arterial.
O médico destacou que as lesões, localizadas no tórax e em um dos braços, são “precoces” e exigem apenas acompanhamento periódico.
O diagnóstico foi feito a partir de oito lesões removidas em procedimento realizado no domingo (14). Na ocasião, Bolsonaro passou cinco horas no Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente voltou à unidade na terça (16), quando apresentou novo mal-estar e passou a noite em observação.
De acordo com Birolini, a internação desta semana foi motivada pela necessidade de novos exames clínicos e laboratoriais. Além da confirmação do carcinoma, os médicos identificaram anemia por deficiência de ferro e resquícios de pneumonia recente, detectados por tomografia de tórax. O tratamento inclui reposição de ferro por via endovenosa, além de medidas já adotadas contra hipertensão, refluxo e prevenção de broncoaspiração.
Desde agosto, ele cumpre prisão domiciliar em Brasília, mas as recentes idas ao hospital aumentam a pressão por avaliações mais detalhadas sobre suas condições de saúde.





