
A percepção é de que o presidente atravessa um dos momentos mais favoráveis de seu terceiro mandato, enquanto a direita enfrenta uma crise profunda e sem lideranças claras.
Entre investidores e banqueiros da Faria Lima, o tom das conversas mudou. O que antes era apenas um reconhecimento do favoritismo de Lula (PT) à reeleição agora evoluiu para a possibilidade de vitória já no primeiro turno, conforme informações do colunista Guilherme Amado, do PlatôBR.
A percepção é de que o presidente atravessa um dos momentos mais favoráveis de seu terceiro mandato, enquanto a direita enfrenta uma crise profunda e sem lideranças claras.
Segundo executivos e analistas ouvidos em rodas de conversa no principal centro financeiro do país, a melhora na avaliação de Lula está ligada a uma combinação de acertos políticos e estabilidade institucional.
A crise diplomática com os Estados Unidos, que inicialmente gerou apreensão, acabou fortalecendo a imagem do presidente. O discurso de soberania nacional reacendeu a identidade política do governo e deu a Lula uma pauta positiva no cenário internacional.
Dias depois, o presidente brasileiro conversou com Trump por telefone e alinhou um encontro entre chanceleres. Em Washington, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também recebeu o chanceler Mauro Vieira em tom cordial — um gesto visto como avanço diplomático após meses de tensão.
Outro fator observado por executivos do mercado é a aproximação de Lula com lideranças evangélicas, movimento considerado estratégico para neutralizar a influência do bolsonarismo nesse segmento. Lula, ao que tudo indica, indicará um ministro evangélico para o STF, Jorge Messias.
Caso confirmada, será a primeira vez que um ministro evangélico ocupará uma cadeira na Corte sob um governo petista — quebrando a exclusividade que Jair Bolsonaro mantinha nesse diálogo com as igrejas.
Figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, antes tratadas como promessas eleitorais na Faria Lima, agora demonstram desânimo diante do cenário favorável a Lula. Ratinho Júnior desponta como alternativa ao Centrão, enquanto Eduardo Bolsonaro adota postura agressiva contra aliados do pai.





