
Os advogados de Delgatti solicitaram a progressão de regime, hoje fechado, argumentando que ele já cumpriu mais de 20% da pena e apresenta bom comportamento carcerário.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido da defesa do hacker Walter Delgatti para progressão ao regime semiaberto.
Os advogados de Delgatti solicitaram a progressão de regime, hoje fechado, argumentando que ele já cumpriu mais de 20% da pena e apresenta bom comportamento carcerário.
Delgatti cumpre pena de 8 anos e 3 meses por ter invadido os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), também condenada pelo mesmo crime.
Enquanto Zambelli está presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil, Delgatti permanece detido na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo (SP) — local conhecido como “presídio dos famosos”.
O prazo para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresente parecer é de cinco dias.
Invasão
- Pelo que é analisado na Ação Penal 2428, a deputada Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti teriam invadido seis sistemas do Poder Judiciário por 13 vezes.
- Eles teriam inserido nas plataformas 16 documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, seguido pela ordem de quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens do ministro.
- A denúncia da PGR afirma que os dois queriam “adulterar dados, tudo no intuito de prejudicar a administração do Judiciário, da Justiça e da credibilidade das instituições e gerar, com isso, vantagens de ordem política para a denunciada”.
- Delgatti e Zambelli responderam por: invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. Eles negam as acusações.





