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STF estuda levar Bolsonaro para a Papudinha após excesso de reclamações

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. Segundo relatos, ele tem reclamado do tamanho da cela, de cerca de doze metros quadrados, da falta de equipe médica para emergências, do barulho constante...

STF estuda levar Bolsonaro para a Papudinha após excesso de reclamações

A Papudinha é considerada uma alternativa mais adequada do ponto de vista estrutural. O espaço tem cerca de sessenta metros quadrados e conta com cozinha, quintal, banheiro, sala, quarto, lavanderia, além de ventilador e televisão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, diante do cenário considerado improvável de concessão de prisão domiciliar ainda neste ano, conforme informações do blog de Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

A possibilidade passou a ser defendida inclusive por aliados e familiares do ex-presidente, que reclamam das condições atuais de custódia.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. Segundo relatos, ele tem reclamado do tamanho da cela, de cerca de doze metros quadrados, da falta de equipe médica para emergências, do barulho constante de um gerador e da solidão no local.

A Papudinha é considerada uma alternativa mais adequada do ponto de vista estrutural. O espaço tem cerca de sessenta metros quadrados e conta com cozinha, quintal, banheiro, sala, quarto, lavanderia, além de ventilador e televisão.

O batalhão dispõe ainda de equipe médica própria do sistema carcerário do Distrito Federal para atendimento emergencial. O local é o mesmo onde cumpre pena o ex-ministro Anderson Torres.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, considera a mudança, mas avalia que qualquer transferência só deve ocorrer após uma nova perícia médica.

A defesa de Bolsonaro sustenta que o ex-presidente precisa passar por uma intervenção cirúrgica devido a uma crise permanente de soluços. Como os exames apresentados ao Supremo são antigos, Moraes determinou uma nova avaliação médica.