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Mulher de desembargador preso pela PF atuava na diretoria da Alerj, aponta Metrópoles

Desembargador do Tribunal Federal Regional da 2ª Região (TRF-2), Macário é relator do caso que investiga TH Joias, preso por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Mulher de desembargador preso pela PF atuava na diretoria da Alerj, aponta Metrópoles

Flávia Ferraço Lopes Judice atuava no gabinete da diretoria-geral da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até o início de novembro, quando a investigação contra o ex-deputado estadual TH Joias já estava em curso.

Flávia Ferraço Lopes Judice, esposa do desembargador Macário Ramos Judice Neto, preso nesta terça-feira (16/12), atuava no gabinete da diretoria-geral da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até o início de novembro, quando a investigação contra o ex-deputado estadual TH Joias já estava em curso.

Desembargador do Tribunal Federal Regional da 2ª Região (TRF-2), Macário é relator do caso que investiga TH Joias, preso por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, Macário Ramos Judice Neto teria atuado para favorecer o grupo criminoso, com informações sobre a operação contra TH Joias em setembro.

Ainda não há informações se Flávia, esposa de Macário, é alvo de investigações.

A Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, também havia prendido o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), mas ele foi solto por decisão do plenário da Alerj. Bacellar é novamente alvo de buscas nesta terça.

A ação desta terça se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF nº 635/RJ (ADPF das Favelas), que determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação das principais organizações criminosas em atividade no estado e as suas conexões com agentes públicos.

Defesa do desembargador Macário Judice

Advogado do desembargador Macário Judice, Fernando Augusto Fernandes afirma que o ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão, foi induzido ao erro ao determinar “medida extrema”. Ressalta ainda que teve acesso à cópia da decisão que decretou a prisão, o que impediria o exercício do contraditório e da ampla defesa.

“A defesa apresentará os devidos esclarecimentos nos autos e requererá a sua imediata soltura”, enviou ao Metrópoles o advogado de Macário.