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China critica EUA pelo uso de outros países como “desculpa” para interesses próprios

Segundo Mao Ning, as atividades chinesas na região têm como objetivo “promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável”, além de respeitar direitos e liberdades de outros países para conduzirem atividades legais no território.

China critica EUA pelo uso de outros países como “desculpa” para interesses próprios

A China pediu que os Estados Unidos parem de usar outros países como justificativa para seus interesses estratégicos, após declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia.

A China pediu que os Estados Unidos parem de usar outros países como justificativa para seus interesses estratégicos, após declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia. A resposta veio nesta segunda-feira (12), depois que Trump afirmou que os EUA precisam controlar a ilha para evitar avanços da Rússia ou da China no Ártico.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, criticou a postura americana e reforçou que “o Ártico diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”.

Segundo Mao Ning, as atividades chinesas na região têm como objetivo “promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável”, além de respeitar direitos e liberdades de outros países para conduzirem atividades legais no território.

Trump voltou a defender que a Groenlândia faça um acordo com os Estados Unidos e comparou a proteção do território a “dois trenós puxados por cães”.

Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, disse que, se os EUA não assumirem o controle da ilha, “a Rússia ou a China o farão”. Ele também afirmou que “adoraria fazer um acordo”, mas que, “de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia”.

Apesar da insistência da Dinamarca de que a ilha não está à venda, uma porta-voz da Casa Branca admitiu que a equipe presidencial está “discutindo como seria uma possível compra”. Trump argumenta que o território é essencial para a estratégia militar dos EUA e acusa a Dinamarca de não protegê-lo adequadamente.

A operação militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro aumentou especulações sobre o interesse americano no Ártico. Segundo análises citadas por autoridades europeias, a ação reacendeu preocupações de que a Groenlândia possa enfrentar cenário semelhante caso avance a pressão dos EUA sobre o território.