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Trump diz que derrota na Suprema Corte sobre tarifaço seria “desastre”: “Estaremos ferrados”

Trump sustenta que, embora a Constituição atribua ao Congresso a prerrogativa de instituir impostos, uma lei de 1977 lhe concederia autoridade para definir tarifas de forma unilateral em situações classificadas como emergenciais.

Trump diz que derrota na Suprema Corte sobre tarifaço seria “desastre”: “Estaremos ferrados”

Ele afirmou que, se a Suprema Corte derrubar as medidas, os Estados Unidos seriam obrigados a devolver valores cobrados e a indenizar governos e empresas que teriam reorganizado investimentos para evitar cobranças alfandegárias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente o uso de poderes emergenciais para impor tarifas comerciais e afirmou que os Estados Unidos enfrentarão um cenário “caótico” caso a Suprema Corte considere ilegais as medidas adotadas pelo seu governo.

A declaração foi publicada na última segunda-feira (12), na plataforma Truth Social, em um momento em que a Casa Branca aguarda uma decisão da corte, prevista para a próxima quarta-feira (14).

Trump sustenta que, embora a Constituição atribua ao Congresso a prerrogativa de instituir impostos, uma lei de 1977 lhe concederia autoridade para definir tarifas de forma unilateral em situações classificadas como emergenciais.

Ele afirmou que, se a Suprema Corte derrubar as medidas, os Estados Unidos seriam obrigados a devolver valores cobrados e a indenizar governos e empresas que teriam reorganizado investimentos para evitar cobranças alfandegárias.

Ele calculou que a soma desses valores poderia chegar a níveis insustentáveis para o país. “Se somarmos esses investimentos, estaríamos falando em trilhões de dólares! Seria um caos total, e quase impossível de pagar para o nosso país”, escreveu.

Em seguida, reforçou o tom alarmista: “Em outras palavras, se a Suprema Corte decidir contra os Estados Unidos neste assunto de segurança nacional, ESTAREMOS FERRADOS!”.

Durante as audiências orais realizadas em novembro, os juízes demonstraram ceticismo com a interpretação apresentada pelo governo. Integrantes do bloco conservador e também do progressista questionaram se a Lei de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA) autoriza o presidente a impor tarifas de modo tão amplo.

A decisão não afetará tarifas setoriais adotadas separadamente, como sobre aço, alumínio e automóveis. No entanto, o julgamento é considerado crucial porque toca o pilar central da política econômica de Trump.

Nos últimos anos, ele elevou a carga tarifária efetiva média dos Estados Unidos ao maior nível desde a década de 1930 e afirmou repetidamente que uma reversão das tarifas provocaria uma catástrofe econômica.