
Durante sua fala, Edinho ressaltou a necessidade de autocrítica dentro do partido.
O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia que precisa adotar uma postura mais aberta ao diálogo com setores que têm demonstrado resistência à legenda, como evangélicos e motoristas de aplicativos, em um esforço para fortalecer sua base social e política. A defesa foi feita pelo presidente da sigla, Edinho Silva, durante o 8º Congresso Nacional do partido, em Brasília.
O discurso de encerramento do dirigente ocorreu em meio à aprovação de um manifesto partidário voltado à construção de uma “concertação social” com vistas à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O dirigente destacou que a legenda precisa ampliar o diálogo com segmentos que hoje não se identificam com o partido. Segundo ele, ouvir a sociedade é fundamental para reverter a perda de apoio em áreas periféricas e entre trabalhadores de novas formas de ocupação.
O presidente do PT também abordou o ambiente político nacional, marcado, segundo ele, por um sentimento antissistema. Ao comentar episódios recentes, como o caso envolvendo o banco Master, ele criticou a postura que classificou como “recuada” do partido diante desse cenário.
“Como pode a gente estar vivendo ambiente de antissistema e o PT ficar recuado politicamente? O PT ficar acuado e não ir para a sociedade dizer que se tem antissistema a resposta do antissistema está na esquerda, não está na direita e não está fascismo. A resposta ao antissistema está conosco e o manifesto diz isso”, disse.
Além disso, Edinho defendeu que o debate político seja centrado em projetos, e não em figuras individuais ou influenciadores digitais. “Queremos que a sociedade vote em projeto, não em individuo e não em influencer, que vive de lacração e que se você for debater não tem proposta para educação e para saúde”, afirmou.
O dirigente também criticou o modelo de emendas parlamentares impositivas, argumentando que ele compromete a autonomia do Executivo. “Não queremos esse modelo político que está aí, não podemos ser a favor da emendas impositivas que usurpam o direito do presidencialismo”, concluiu.





