
“Esses políticos querem pegar uma escada em uma suposta polarização contra o Supremo Tribunal Federal, não com críticas, mas com agressões verbais”, disse Moraes. Para o ministro, o problema principal não é a ofensa ao Judiciário, mas à “inteligência do eleitorado”.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que políticos têm usado ataques ao Supremo Tribunal Federal como “escada eleitoral”. A declaração foi dada nesta terça-feira (28), durante julgamento de uma queixa-crime apresentada pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO) contra o deputado José Nelto (União-GO).
“Esses políticos querem pegar uma escada em uma suposta polarização contra o Supremo Tribunal Federal, não com críticas, mas com agressões verbais”, disse Moraes. Para o ministro, o problema principal não é a ofensa ao Judiciário, mas à “inteligência do eleitorado”.
O julgamento tratava de uma queixa-crime de Gayer contra José Nelto por supostos crimes de calúnia e injúria. O caso envolve declarações em que Nelto chamou Gayer de “nazista”, “fascista” e “idiota”, além de acusá-lo de ter ido a Brasília para “bater em uma enfermeira”.
Flávio Dino acompanhou a crítica de Moraes e disse ver com “perplexidade” a ideia de políticos que acreditam ganhar votos atacando o STF. O ministro afirmou que agressões feitas contra integrantes da Corte em podcasts representam “deslealdade institucional” e “covardia institucional”.
Cármen Lúcia também criticou a degradação do debate público e afirmou que ataques contra agentes públicos e instituições atingem a sociedade. “Esse tipo de degradação precisa de resposta penal. Seja quem for, quando há esse tipo de atitude, a agressão pior não é ao Congresso, é a agressão à sociedade”, disse.
A ministra ainda citou preocupação com o uso de inteligência artificial para produzir xingamentos e ataques, especialmente em ano eleitoral. Ela afirmou que tecnologias vêm sendo usadas de forma abusiva para “todo tipo de vilania e beligerância”.





