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Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira (7)

Segundo Alckmin, o governo quer discutir barreiras tarifárias e não tarifárias, big techs, terras raras, minerais estratégicos, data centers e o programa Redata. Ele afirmou que há “muita oportunidade de investimentos recíprocos” entre os dois países.

Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira (7)

“O presidente Trump receberá o presidente Lula para uma visita de trabalho nesta quinta-feira. Eles discutirão questões econômicas e de segurança de interesse comum”, afirmou o funcionário à AFP, sob condição de anonimato

A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (5) que Lula se reunirá com Donald Trump na próxima quinta-feira (7), em Washington. A informação foi dada por um funcionário do governo dos Estados Unidos à AFP, em anonimato.

“O presidente Trump receberá o presidente Lula para uma visita de trabalho nesta quinta-feira. Eles discutirão questões econômicas e de segurança de interesse comum”, afirmou o funcionário à AFP, sob condição de anonimato.

Antes da confirmação, Geraldo Alckmin já havia antecipado parte da pauta. O vice-presidente disse que o encontro é importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, o principal investidor no país e compram produtos brasileiros de maior valor agregado, como aviões, automóveis, motores, máquinas e manufaturados

Alckmin também citou o “tarifaço” e afirmou que a medida “não tinha sentido”, porque os Estados Unidos têm déficit comercial com vários países, mas não com o Brasil. O vice disse torcer para que a “boa química” entre Lula e Trump fortaleça a relação bilateral.

Segundo Alckmin, o governo quer discutir barreiras tarifárias e não tarifárias, big techs, terras raras, minerais estratégicos, data centers e o programa Redata. Ele afirmou que há “muita oportunidade de investimentos recíprocos” entre os dois países.

A reunião também deve tratar de segurança e combate ao crime organizado, tema reforçado pela presença de Andrei Rodrigues na comitiva de Lula. O diretor-geral da Polícia Federal acompanhará o presidente em Washington em meio às negociações sobre cooperação internacional e à discussão sobre a tentativa dos Estados Unidos de classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

A presença de Andrei ocorre após a crise envolvendo Alexandre Ramagem. Em abril, o governo Trump pediu que um delegado da PF ligado ao caso deixasse os Estados Unidos, o que levou o governo brasileiro a avaliar a aplicação do princípio da reciprocidade. A viagem também acontece enquanto Washington prepara o resultado de uma investigação comercial baseada na seção 301 da Lei de Comércio, que pode abrir caminho para novas tarifas contra exportações brasileiras.