
A ex-primeira-dama e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se cumprimentaram com abraço e beijo no plenário da Corte, em Brasília, na última terça-feira (12).
O cumprimento entre Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) provocou ira entre bolsonaristas nas redes sociais. A ex-primeira-dama e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se cumprimentaram com abraço e beijo no plenário da Corte, em Brasília, na última terça-feira (12).
O encontro ocorreu no fim da cerimônia e chamou atenção pelo histórico de tensão entre Moraes e o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro foi relator da Ação Penal nº 2668, que resultou na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, com pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
Antes do cumprimento a Moraes, Michelle conversou com Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. As duas estavam sentadas na mesma fileira durante a solenidade. Próxima delas também estava a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Segundo o R7, Michelle e Viviane chegaram a trocar algumas palavras durante a cerimônia.
A cena gerou alvoroço entre aliados e apoiadores de Bolsonaro. O advogado criminalista Jeffrey Chiquini saiu em defesa da ex-primeira-dama. “Meu repúdio a todos que a estão criticando por ter agido com frieza e firmeza diante do carrasco de seu cônjuge”, disse.
O consultor internacional Julio Schneider também reagiu à cena. “Cumprimentar o sujeito que mandou prender injustamente o próprio marido, desculpem eu não tenho estômago pra entender isso”, afirmou.
A posse de Nunes Marques reuniu autoridades dos três Poderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve presente, assim como ministros do STF, parlamentares, integrantes do governo federal e lideranças da oposição. André Mendonça também tomou posse como vice-presidente do TSE.
Nunes Marques foi indicado ao STF por Bolsonaro em 2020 e comandará o TSE durante as eleições de 2026. A cerimônia marcou uma nova fase da Corte eleitoral, que terá dois ministros indicados pelo ex-presidente na cúpula: Nunes Marques na presidência e Mendonça na vice.





