
Alcolumbre estava sentado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando Messias foi citado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou bater palmas para o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (12). O episódio ocorreu no plenário do TSE, em Brasília, em cerimônia que também oficializou André Mendonça na vice-presidência da Corte.
Alcolumbre estava sentado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando Messias foi citado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. “Cumprimento especialmente a advocacia brasileira na pessoa de um querido amigo, que é o advogado-geral da União, Jorge Messias. Receba os cumprimentos da advocacia brasileira”, disse Simonetti.
Após a fala, a plateia aplaudiu Messias por cerca de 30 segundos. Lula, a ministra Cármen Lúcia e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, bateram palmas. Alcolumbre permaneceu parado.
O gesto ocorreu menos de duas semanas depois de o Senado rejeitar a indicação de Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em 29 de abril. A derrota do advogado-geral da União foi um dos principais atritos recentes entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado.
A rejeição de Messias foi resultado de uma queda de braço entre Congresso e Planalto. Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu aliado, para a vaga no Supremo e dificultou a aprovação do nome escolhido por Lula.
A posse de Nunes Marques reuniu Lula, Alcolumbre, presidentes de Poderes, ministros do STF e autoridades da Justiça Eleitoral. O novo presidente do TSE comandará a Corte durante as eleições gerais de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados.





