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PGR denuncia Zema por calúnia em vídeo de fantoches contra Gilmar

A produção, intitulada “Os Intocáveis”, utilizava fantoches para representar Gilmar Mendes e Dias Toffoli. No material, os ministros aparecem em diálogos simulados relacionados ao caso Master, tema que se tornou alvo de disputas políticas nas últimas semanas.

PGR denuncia Zema por calúnia em vídeo de fantoches contra Gilmar

Segundo a PGR, o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política e institucional. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o vídeo atribuiu falsamente a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, o que configura crime de calúnia previsto no Código Penal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada após a divulgação de um vídeo nas redes sociais do político mineiro com críticas aos ministros da Corte.

A produção, intitulada “Os Intocáveis”, utilizava fantoches para representar Gilmar Mendes e Dias Toffoli. No material, os ministros aparecem em diálogos simulados relacionados ao caso Master, tema que se tornou alvo de disputas políticas nas últimas semanas.

Segundo a PGR, o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política e institucional. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o vídeo atribuiu falsamente a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, o que configura crime de calúnia previsto no Código Penal.

“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia”, afirmou Gonet na denúncia.

Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes em vídeo publicado por Zema em suas redes sociais. Foto: Reprodução

A Procuradoria também pediu a fixação de indenização mínima por danos morais equivalente a 100 salários mínimos. Segundo o órgão, o valor é compatível com “a gravidade da imputação caluniosa, a extensão da divulgação e a repercussão pública da ofensa”.

O caso chegou à PGR após Gilmar Mendes solicitar investigação no âmbito do inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Gonet, no entanto, entendeu que a competência para analisar o caso é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por considerar que os fatos ocorreram em contexto ligado ao exercício do cargo de governador.

Na representação, Gilmar afirmou que tomou conhecimento do vídeo em 5 de março e alegou que o conteúdo “vilipendia” a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, além de atingir diretamente sua reputação pessoal.

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República, vinha intensificando críticas públicas ao STF nos últimos meses. Em outra gravação divulgada nas redes sociais, o político chegou a defender a prisão de Gilmar Mendes e Dias Toffoli.