
No vídeo, Otoni exibiu declaração de Lula sobre o caso Banco Master. O presidente defendeu que, se houver necessidade de CPI, todos os envolvidos sejam chamados a depor.
O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) elogiou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das investigações sobre o Banco Master e afirmou que o chefe do Executivo “passa longe” do escândalo. Em vídeo publicado em suas redes, Otoni disse que deixou de ser “escravo de narrativas mentirosas” e afirmou reconhecer acertos mesmo quando eles vêm de adversários políticos. “Quando tem que criticar, eu vou criticar. Seja que lado for. E quando tem que reconhecer o acerto, eu vou reconhecer o acerto”, declarou.
Lula defende punição exemplar
No vídeo, Otoni exibiu declaração de Lula sobre o caso Banco Master. O presidente defendeu que, se houver necessidade de CPI, todos os envolvidos sejam chamados a depor.
Otoni também citou reportagem da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, segundo a qual o senador Davi Alcolumbre teria pedido a Lula uma intervenção junto à Polícia Federal para segurar possíveis investigações sobre o Banco Master.
“Está cada vez mais claro de que Lula, e eu não estou falando do PT, eu não estou falando de membros da esquerda, eu estou falando de Lula, está cada vez mais claro de que Lula está passando longe do escândalo do Banco Master”, afirmou Otoni.
O parlamentar também mencionou que Lula recebeu Daniel Vorcaro em audiência, mas disse que, segundo interlocutores, o presidente não teria aceitado interferir no Banco Central ou em qualquer órgão público.
Para Otoni, os sinais dados por Lula indicam distanciamento do escândalo e respeito às instituições.
“Se alguém está achando que Lula pode ter algum problema nesse escândalo, olha, tá difícil. E tá difícil”, disse.
O deputado concluiu afirmando que essa é a postura esperada de um presidente da República. “Eu posso não concordar com o Lula em outros aspectos, mas nesse aspecto da moralidade com a coisa pública, neste tema, o presidente está tendo, e nós brasileiros temos que agradecer, porque chega de tentar intervir na Polícia Federal. Polícia Federal não é polícia de governo”, declarou.





