
O bate-boca levou ao encerramento da sessão e exigiu a intervenção de parlamentares e policiais legislativos para evitar agressões físicas entre os dois integrantes do mesmo partido.
Os deputados bolsonaristas Major Araújo (PL-GO) e Amauri Ribeiro (PL-GO) protagonizaram uma confusão durante sessão da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na quinta-feira (7). O bate-boca levou ao encerramento da sessão e exigiu a intervenção de parlamentares e policiais legislativos para evitar agressões físicas entre os dois integrantes do mesmo partido.
A discussão começou após Amauri Ribeiro questionar a ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 29 de abril. Durante o confronto, Major Araújo chamou o colega de “canalha, mentiroso, burro” e afirmou que ele deveria “criar vergonha na cara”.
O parlamentar também declarou que Amauri Ribeiro seria “um personagem da direita trans”. “Aquele que parece direita, mas o coração aceita qualquer coisa. Faz aquilo, por exemplo, que o Bolsonaro sempre condenou, que é o toma lá dá cá”, afirmou Major Araújo durante a sessão.
A troca de ofensas continuou com comparações à ex-deputada federal Joice Hasselmann. Major Araújo mandou o colega “calar a boca”, chamou Amauri Ribeiro de “moleque”, “palhaço” e “desgraça”. “Não sou aquelas mulheres que você ataca e fica quieta. Vem cá você, palhaço”, gritou o deputado antes de a sessão ser interrompida.
Mesmo após o desligamento dos microfones, a confusão seguiu nos corredores da Alego. Vídeos que circulam em grupos políticos de Goiás mostram Major Araújo fazendo ameaças ao correligionário. “Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você aparece morto, rapaz. Vagabundo, safado. Me respeita. Quando eu falar, fica calado”, afirmou.
Antes das ameaças, Amauri Ribeiro havia reagido às acusações feitas pelo colega sobre supostos cargos ligados ao governo estadual. O deputado afirmou que seus indicados já haviam sido exonerados e negou favorecimento político dentro da gestão de Goiás.
“Meus cargos já foram exonerados, inclusive o meu irmão já foi exonerado do estado. Já tem tempo que isso aconteceu. Quando eu me dispus a vir ao PL, entreguei meus cargos ao governador Daniel Vilela, nem por isso me tornei inimigo dele. Ao contrário do senhor, não me torno inimigo das pessoas que um dia eu fui amigo”, declarou Amauri Ribeiro.
O deputado também respondeu diretamente às críticas de Major Araújo. “O senhor acha que é melhor que todos. O senhor não é, major, de forma nenhuma”, afirmou. Até o momento, a Assembleia Legislativa de Goiás não informou se haverá abertura de procedimento disciplinar sobre o caso.





