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Oportunismo de Flávio Bolsonaro de associar Lula ao crime organizado vira contra ele: “Amigo de informante do CV”

A tentativa de Flávio Bolsonaro de associar Lula às facções provocou reação nas redes. Usuários passaram a resgatar um vídeo do senador em almoço com Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que foi...

Oportunismo de Flávio Bolsonaro de associar Lula ao crime organizado vira contra ele: “Amigo de informante do CV”

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Bacellar ocorreu em julho de 2025, em Búzios, na Região dos Lagos. À época, Bacellar se reuniu com o senador e prefeitos da região um dia após demitir Washington Reis do governo do Rio de Janeiro, em uma articulação para assegurar apoio do bolsonarismo à sua candidatura ao Palácio Guanabara.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou usar as redes sociais nesta sexta-feira (29) para associar Lula ao crime organizado, mas acabou expondo a própria contradição. O senador recortou uma fala em que o presidente se refere a integrantes do PCC e do Comando Vermelho como “nossos criminosos” e respondeu: “Nossos criminosos, Lula? Não, seus criminosos”. Flávio, no entanto, mantém relação de amizade com Rodrigo Bacellar, apontado pela Polícia Federal como informante do CV no Rio de Janeiro.

A tentativa de Flávio Bolsonaro de associar Lula às facções provocou reação nas redes. Usuários passaram a resgatar um vídeo do senador em almoço com Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que foi indiciado pela Polícia Federal por vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho.

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Bacellar ocorreu em julho de 2025, em Búzios, na Região dos Lagos. À época, Bacellar se reuniu com o senador e prefeitos da região um dia após demitir Washington Reis do governo do Rio de Janeiro, em uma articulação para assegurar apoio do bolsonarismo à sua candidatura ao Palácio Guanabara.

Na ocasião, Bacellar apostava na associação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para se firmar como candidato ao governo do Rio de Janeiro. O almoço contou ainda com prefeitos eleitos pelo PL e deputados estaduais próximos ao presidente da Alerj, como Rodrigo Amorim (União Brasil), Alexandre Knoploch (PL) e Chico Machado (Solidariedade).

Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal indiciou Bacellar e outras quatro pessoas por vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. A investigação apontou que Bacellar avisou o ex-deputado TH Joias, eleito pelo MDB, sobre uma operação policial contra a facção.

A PF apontou Bacellar como liderança do núcleo político de uma organização criminosa. O relatório também afirmou existir um “verdadeiro estado paralelo” comandado por lideranças da política fluminense que vazavam informações e prejudicavam operações policiais contra facções criminosas violentas, “a exemplo do Comando Vermelho”.

A defesa de Rodrigo Bacellar negou irregularidades e afirmou que não existem provas de práticas ilícitas, apenas “ilações”. A defesa de TH Joias também nega participação em atividades criminosas e diz que ele não teve acesso às informações.