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Flávio Bolsonaro e Moro dão vexame em coletiva ao fugir de perguntas sobre Vorcaro

Em vez de explicar o caso, Flávio tentou atribuir ao governo Lula (PT) a responsabilidade sobre o Banco Master. “Ninguém pergunta do Lulinha [filho do presidente], ninguém pergunta do Guido Mântega, que é lulista e recebeu R$ 1 milhão por...

Flávio Bolsonaro e Moro dão vexame em coletiva ao fugir de perguntas sobre Vorcaro

O senador omitiu que as fraudes começaram durante o governo Bolsonaro e que denúncias foram ignoradas por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.

Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (PL-PR) evitaram responder, em evento no Paraná, perguntas sobre o escândalo envolvendo o filme “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e usaram de mentiras para fugir do tema. O caso ganhou força após a revelação de que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, preso em investigação sobre fraudes fiscais.

Logo após a reportagem do Intercept mostrar um contrato de R$ 134 milhões com Vorcaro para a produção do filme sobre seu pai, Flávio prometeu apresentar uma prestação de contas sobre os custos do longa-metragem. Quase um mês depois, a divulgação não ocorreu, e o senador ignorou questionamentos feitos durante uma coletiva de imprensa.

Em vez de explicar o caso, Flávio tentou atribuir ao governo Lula (PT) a responsabilidade sobre o Banco Master. “Ninguém pergunta do Lulinha [filho do presidente], ninguém pergunta do Guido Mântega, que é lulista e recebeu R$ 1 milhão por mês para abrir as portas do governo federal para o Banco Master”, disse.

O senador omitiu que as fraudes começaram durante o governo Bolsonaro e que denúncias foram ignoradas por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.

O evento marcou o lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná em 2026. Ao lado de Flávio, pré-candidato à Presidência, o senador foi apresentado como o nome do PL para disputar o comando do estado.

A agenda reuniu ainda o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), lançados como pré-candidatos ao Senado. No local, Flávio usava colete à prova de balas.

Moro afirmou que o PL e o Novo devem se tornar as maiores forças da coligação no Paraná. “Quando eu entrei no PL, falavam que a legenda iria diminuir e ficar pequena. Olha só! Ao final desse ciclo eleitoral, o PL e o Novo vão ser os maiores partidos juntos da coligação do estado do Paraná. Podem ter certeza disso. Nós temos a melhor chapa para o Senado”, declarou.

Moro ainda elogiou a atuação de Flávio junto ao governo dos Estados Unidos para classificar PCC e CV como organizações terroristas. “Alguém defende terrorista? O Lula defende”, disse.