
Na agenda bilateral, Lula deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, para participar da reunião de líderes dos países do G7. Ele foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao local do encontro, marcado para esta terça-feira (16). O governo brasileiro trabalha com a possibilidade de uma reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula, mas não há agenda bilateral previamente marcada entre os dois presidentes. Com informações do G1.
A estratégia do Palácio do Planalto foi garantir a chegada de Lula ainda nesta segunda-feira, primeiro dia do evento, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da reunião. No ano passado, durante o encontro do G7 no Canadá, o presidente dos Estados Unidos esteve apenas na etapa inicial da cúpula. Lula não orientou auxiliares a pedir uma reunião bilateral com Trump, e a Casa Branca também não fez solicitação formal de encontro.
Integrantes do governo brasileiro não tratam a ausência de pedidos formais como impedimento para uma conversa entre os dois presidentes. O possível encontro ocorreria em meio a uma nova ofensiva dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, com medidas que podem elevar a carga total a 37,5%, caso sejam implementadas. O Brasil avalia que a proposta de tarifa adicional de 25%, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser negociada.
Outra sobretaxa, de 12,5%, é vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado. Integrantes da equipe brasileira consideram essa medida praticamente consolidada. O Brasil não integra o G7, grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, mas Lula tem sido convidado para encontros desde que voltou ao Palácio do Planalto, em 2023.

Na agenda bilateral, Lula deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro. Depois, o petista tem previsão de reunião com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. Na terça-feira, o presidente brasileiro deve se encontrar com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi, antes da cerimônia de chegada à cúpula. Lula também quer conversar com líderes de Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido.
Durante a participação no G7, Lula deve tratar de protecionismo, unilateralismo e inteligência artificial. Segundo diplomatas, o presidente deve passar o “recado” de que o Brasil é contra o tarifaço do governo dos Estados Unidos sem apontar “o dedo na cara” de Trump. Em um almoço sobre inteligência artificial, Lula deve afirmar que o Brasil não persegue plataformas digitais e está aberto a receber empresas de tecnologia, desde que atuem conforme as leis brasileiras.





