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Nikolas na Copa: o milagre do “ex-favelado” que vive no luxo e debocha dos trabalhadores

“Não me chamo Janja”, ironizou, afirmando que bancou a viagem com recursos próprios. A frase, porém, levanta uma pergunta inevitável: como um parlamentar conseguiu construir em tão pouco tempo um padrão de vida que inclui viagens constantes ao exterior, presença...

Nikolas na Copa: o milagre do “ex-favelado” que vive no luxo e debocha dos trabalhadores

Entre selfies, vídeos e provocações políticas, o deputado resolveu debochar de quem questionou os custos de mais uma de suas frequentes viagens internacionais.

Nikolas Ferreira desembarcou nos Estados Unidos para assistir à estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e, como de costume, transformou a viagem em um espetáculo para as redes sociais.

Entre selfies, vídeos e provocações políticas, o deputado resolveu debochar de quem questionou os custos de mais uma de suas frequentes viagens internacionais.

“Não me chamo Janja”, ironizou, afirmando que bancou a viagem com recursos próprios. A frase, porém, levanta uma pergunta inevitável: como um parlamentar conseguiu construir em tão pouco tempo um padrão de vida que inclui viagens constantes ao exterior, presença em grandes eventos esportivos e férias em destinos que estão muito longe da realidade dos brasileiros que diz representar?

Em menos de quatro anos na Câmara, Nikolas já apareceu em jogos do Real Madrid, partidas da NBA, viagens ao Japão, Dubai, Nova York, Maldivas e agora na Copa do Mundo.O mesmo deputado que circula pelo mundo e coleciona experiências acessíveis a uma minoria privilegiada é um dos mais ferozes opositores das discussões sobre redução da jornada de trabalho.

Nikolas Ferreira em postagem no Instagram – Foto: Reprodução

Quando o assunto é aliviar a vida de quem acorda de madrugada, enfrenta transporte lotado e trabalha seis dias por semana para sobreviver, Nikolas costuma se posicionar ao lado dos argumentos que preservam a lógica da escala 6×1.

A passagem pelos Estados Unidos mostrou mais uma vez quais são suas prioridades. Em vez de discutir emprego, salário ou condições de trabalho, Nikolas preferiu celebrar uma camisa com a inscrição “Lula ladrão” e fazer piadas associando a seleção do Marrocos ao PT porque a bandeira do país é vermelha e a partida aconteceu no dia 13. A política reduzida a memes, provocações e engajamento.

O deputado gosta de lembrar sua origem humilde na região da Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte. É uma narrativa central de sua trajetória política.

Criou o personagem do “favelado perseguido pelo sistema”. Na verdade, estudou em escola particular. Passageiro do jatinho de Vorcaro, Nikolas quer enganar os otários que votam nele mais uma vez.