
Jorginho afirma que Lula cometeu xenofobia ao criticar, no estado, uma política que tentou estabelecer uma lei para extinguir cotas raciais nas universidades. O STF declarou a medida inconstitucional.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma fala feita em Itajaí, no litoral norte catarinense, na sexta-feira (26). Com informações de CNN.
Jorginho afirma que Lula cometeu xenofobia ao criticar, no estado, uma política que tentou estabelecer uma lei para extinguir cotas raciais nas universidades. O STF declarou a medida inconstitucional.
Durante o discurso, Lula disse que Santa Catarina não pode permitir a prevalência do racismo. “Não pode permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não pode permitir, não pode permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas do senso de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. A gente é um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual”, declarou.
Jorginho Mello interpreta a fala como uma insinuação de que moradores de Santa Catarina são racistas e se consideram superiores a pessoas de outros estados. O governador sustenta que Lula ultrapassou o limite do debate político e atingiu a honra do povo catarinense.
“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disse Jorginho.
A Secretaria de Comunicação do Planalto não se manifestou sobre o caso, de acordo com a pauta. O episódio ocorreu após Lula criticar a tentativa de retirar cotas raciais em universidades catarinenses, medida que o Supremo Tribunal Federal derrubou por inconstitucionalidade.





