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Senador Rogério Carvalho reforça defesa do fim da escala 6×1 no Senado

Carvalho afirmou que a matéria enviada pela Câmara dos Deputados reúne condições políticas para ser aprovada ainda antes do recesso parlamentar. Para o senador, a mudança na jornada de trabalho deve ser tratada como uma pauta de dignidade, com impacto...

Senador Rogério Carvalho reforça defesa do fim da escala 6x1 no Senado

O parlamentar destacou que as mulheres estão entre as mais afetadas pelo modelo atual, por acumularem responsabilidades profissionais, domésticas e familiares. Segundo ele, a redução da jornada pode representar um marco histórico na proteção social do trabalho no Brasil.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu nesta terça-feira (30) a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas, afirmando que a proposta representa um avanço para a saúde mental, a produtividade e a valorização dos trabalhadores brasileiros. A informação é da Assessoria de Comunicação do parlamentar.

Em entrevista à TV Senado, segundo a assessoria, Carvalho afirmou que a matéria enviada pela Câmara dos Deputados reúne condições políticas para ser aprovada ainda antes do recesso parlamentar. Para o senador, a mudança na jornada de trabalho deve ser tratada como uma pauta de dignidade, com impacto direto sobre a qualidade de vida da classe trabalhadora.

O parlamentar destacou que as mulheres estão entre as mais afetadas pelo modelo atual, por acumularem responsabilidades profissionais, domésticas e familiares. Segundo ele, a redução da jornada pode representar um marco histórico na proteção social do trabalho no Brasil.

Carvalho também rebateu críticas de setores produtivos que apontam possível aumento de custos com o fim da escala 6×1. Para o senador, medidas de valorização do trabalho podem ampliar a renda, estimular o consumo e fortalecer a economia.

“Tudo aquilo que significa melhorar a vida dos trabalhadores e distribuir riqueza no Brasil é visto, muitas vezes, como algo ruim. Mas nós temos provas de que, toda vez que os governos agem para distribuir riqueza e aumentar a renda média do trabalhador, a economia cresce”, declarou.

A proposta em discussão prevê a redução de quatro horas na jornada semanal, com limite de 40 horas. Para o senador, o efeito sobre as empresas dependerá da capacidade de reorganização dos processos internos e da busca por ganhos de produtividade.

“São quatro horas semanais a menos de trabalho. Isso pode significar aumento de custo ou pode significar aumento de produtividade. Vai depender de como as empresas vão reorganizar o seu processo de trabalho”, afirmou.

Durante a entrevista, Rogério Carvalho comparou o debate atual a outras conquistas trabalhistas que também enfrentaram resistência no passado. Ele citou a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais durante a Constituinte e a criação do 13º salário como exemplos de medidas que, segundo ele, foram incorporadas à economia brasileira sem provocar os efeitos negativos previstos por críticos.

“No passado, quando reduzimos a jornada de 48 para 44 horas na Constituinte, disseram que o país ia quebrar. Nada disso aconteceu. Pelo contrário: aumentou o emprego, melhorou a renda e melhorou a vida dos trabalhadores brasileiros”, recordou.

Ao comentar a tramitação da PEC, o senador afirmou que o texto vindo da Câmara é o mais viável politicamente neste momento, por já refletir uma tentativa de equilíbrio entre as demandas dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo.

Carvalho demonstrou confiança na aprovação da proposta e defendeu que o Senado avance na votação em curto prazo. “Eu espero que a gente possa aprovar isso aqui antes do recesso parlamentar ou, no máximo, antes do período eleitoral”, concluiu.