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Michelle deixa comando do PL Mulher em meio ao racha aberto com Flávio Bolsonaro

De acordo com integrantes do PL, Valdemar Costa Neto convocou o encontro para tentar reduzir o desgaste provocado pela disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro. O objetivo era evitar que a crise interna comprometesse os planos eleitorais da legenda para...

Michelle deixa comando do PL Mulher em meio ao racha aberto com Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acertou com o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, sua saída da presidência do PL Mulher.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acertou com o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, sua saída da presidência do PL Mulher. A decisão foi tomada nesta terça-feira (30), durante reunião realizada na sede do partido, em Brasília, poucos dias após o conflito público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, o afastamento será temporário e tem como justificativa a necessidade de Michelle dedicar mais tempo aos cuidados com Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde.

De acordo com integrantes do PL, Valdemar Costa Neto convocou o encontro para tentar reduzir o desgaste provocado pela disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro. O objetivo era evitar que a crise interna comprometesse os planos eleitorais da legenda para 2026.

Desde dezembro, Michelle já havia reduzido sua participação nas atividades do PL Mulher para acompanhar Jair Bolsonaro. Agora, o afastamento formaliza esse movimento em meio ao aumento das tensões dentro do partido.

Nos bastidores, Valdemar argumenta que Michelle é peça importante para a estratégia eleitoral do PL. A avaliação é que sua candidatura fortaleceria nomes como Celina Leão, cotada para disputar a reeleição ao Governo do Distrito Federal, e a deputada federal Bia Kicis, apontada como possível candidata ao Senado na mesma chapa.

Segundo interlocutores do dirigente partidário, Valdemar também defendeu que a participação ativa de Michelle na campanha contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria fundamental para fortalecer o campo bolsonarista e contribuir politicamente coma direita.

O afastamento ocorre dias após Michelle Bolsonaro divulgar um vídeo em que tornou públicas as divergências com Flávio Bolsonaro.

Na gravação, a ex-primeira-dama afirmou que recebeu um telefonema do senador no qual foi “humilhada” e “maltratada”. Michelle também declarou que Flávio determinou que ela se afastasse das decisões políticas e das indicações relacionadas ao PL.

O senador respondeu às acusações e negou ter ofendido a madrasta, afirmando publicamente que nunca a desrespeitou.

No mesmo vídeo, Michelle afirmou que vinha sofrendo ataques desde o fim do ano passado por parte de um grupo sediado nos Estados Unidos. Embora não tenha citado nomes, integrantes do PL interpretaram a declaração como uma referência ao ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e a aliados que vivem no exterior.

Segundo pessoas próximas, Michelle demonstrava cansaço diante da exposição pública da crise familiar e política, cenário que contribuiu para a decisão de deixar temporariamente o comando do PL Mulher.