
Segundo o comunicado do departamento, Victor Shimada é um “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Donald Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais, em junho.
As novas sanções têm como alvo Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e Wave Construções Inteligentes Ltda.
O governo estadunidense acusou os indivíduos e as empresas de integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida.
Segundo o comunicado do departamento, Victor Shimada é um “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. Ele teria lavado mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em cidades dos EUA, usando criptomoedas para transferir fundos de volta ao Brasil em nome da facção.
Stella Stefanie, que os EUA afirmam ser parente de Shimada, atuaria como sua “secretária” e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.
A Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado do clube de futebol brasileiro, segundo as autoridades dos EUA. Outra empresa da qual ele é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada.
O governo Trump voltou a chamar o PCC de “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que a facção representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”. Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro estadunidense para lavar dinheiro.
Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado da Flórida.





