
A Petrobras informou que a redução acompanha a perda de força das cotações internacionais do combustível, em meio à diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A Petrobras anunciou uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação em julho, movimento que pode aliviar parte dos custos das companhias aéreas, embora não signifique queda automática no valor das passagens, que também dependem de fatores como demanda, câmbio e concorrência.
O querosene de aviação é reajustado pela Petrobras no início de cada mês, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras. Apesar da nova redução, o combustível ainda acumula forte valorização em 2026. Na comparação com dezembro de 2025, o litro do QAV permanece R$ 1,39 mais caro, o equivalente a uma alta acumulada de 40,5% no ano.
O QAV é um dos principais componentes de custo das empresas aéreas. Produzido a partir do refino do petróleo, o combustível é utilizado pela maior parte dos aviões comerciais e precisa atender a padrões específicos de segurança para operar em motores a jato, inclusive sob condições extremas de temperatura e altitude.
Nos últimos meses, o preço do querosene de aviação vinha sendo pressionado pelo avanço do petróleo no mercado internacional. A alta foi impulsionada por tensões no Oriente Médio e por temores de interrupção no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento de petróleo.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do querosene de aviação chegou a R$ 6,46 nos últimos meses, o que representou avanço de 68,5% na comparação anual. A nova redução mensal, portanto, ocorre após um período de forte pressão sobre os custos do setor aéreo.





