
Lula cumpre agendas na Bahia ao lado do parlamentar pela primeira vez após ele deixar a liderança do governo no Senado, em meio à repercussão da operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e teve Wagner como alvo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (1º/7), que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é seu “companheiro de longa data”.
Lula cumpre agendas na Bahia ao lado do parlamentar pela primeira vez após ele deixar a liderança do governo no Senado, em meio à repercussão da operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e teve Wagner como alvo.
Ao se referir aos seus “companheiros” baianos, o presidente também citou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o senador Otto Alencar (PSD).
“Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão, irmãs. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data. O que representa para mim a minha relação com o Jacques Wagner, a minha relação com o Rui Costa, a minha relação com o Jerônimo, a minha relação com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto”, disse Lula.
E continuou: “Porque a verdade é esta: é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser o que eu sou”.
A declaração foi dada durante a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas (BA).
A visita de Lula à Bahia é marcada por acontecer uma semana após Jaques deixar a liderança do governo no Senado em meio ao desgaste provocado pelo caso. A saída foi oficializada na última quarta-feira (24/6), depois de dias de pressão nos bastidores do Palácio do Planalto e do PT.
Lula recebeu Jaques no Palácio da Alvorada, quando ficou decidida a saída do baiano da liderança. Em seu lugar, foi nomeada a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Durante a agenda, Lula também exaltou o histórico eleitoral de Wagner. Os dois são aliados políticos e amigos pessoais há mais de 40 anos.
“Eu achava impossível o Galego [apelido de Jaques Wagner] ser candidato aqui e ganhar. Ele era meu ministro do Trabalho quando ele me procurou, falou: ‘Ô Lula, eu vou ter que sair porque vou ser candidato a governador’. Falei: ‘Você é louco, cara’. […] Ele falou: ‘Vou’. Falei: ‘Wagner, você vai perder as eleições’. ‘Eu vou ganhar.’ E não é que o Galego veio e ganhou no primeiro turno as eleições?”, relembrou.





