
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, destaca a nota.
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta quinta-feira (16) uma nota oficial em resposta às declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre as tarifas impostas pelo governo estadunidense a produtos brasileiros. P posicionamento da pasta foi feito após Rubio responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo impasse nas negociações comerciais, afirmando que o chefe de Estado brasileiro teria colocado seu “ego” acima de um possível acordo entre os dois países.
Segundo a nota, Marco Rubio apresentou uma versão falsa sobre os esforços do governo brasileiro para buscar uma solução diplomática para a crise comercial.
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, destaca a nota.
A chancelaria também respondeu diretamente à declaração de Rubio de que Lula teria colocado seu “ego” acima das negociações comerciais.
“O que Rubio chama de ego nada mais é do que a convicção inabalável do Presidente Lula na defesa da soberania brasileira e dos interesses das nossas empresas e de nossos trabalhadores.”
Para o governo brasileiro, a defesa da soberania nacional e dos interesses econômicos do país orientou toda a condução das tratativas com os Estados Unidos desde o início da crise comercial.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento da disputa comercial entre Brasília e Washington. Nesta madrugada, maco Rubio usou as redes sociais para firmar que o governo brasileiro não teria negociado de boa-fé e atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pelo fracasso das tratativas envolvendo as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump.
Desde o anúncio das medidas tarifárias, o governo brasileiro sustenta que buscou manter canais de negociação com os Estados Unidos e tem reiterado que responderá à disputa comercial com base na defesa da soberania nacional, dos interesses das empresas brasileiras e da proteção dos trabalhadores do país.





