
“Você acha que eu quero brigar com a China? Eu não sou louco. Você acha que eu quero brigar com os Estados Unidos? Eu não sou louco“, declarou o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pretende entrar em confronto com os Estados Unidos nem com a China, mas sim competir por meio do conhecimento, da pesquisa e da inovação. Segundo a Sputnik, Lula defendeu um aumento dos investimentos em ciência durante discurso na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
“Você acha que eu quero brigar com a China? Eu não sou louco. Você acha que eu quero brigar com os Estados Unidos? Eu não sou louco“, declarou o presidente.
Lula afirmou que o caminho para o Brasil ganhar protagonismo internacional passa pelo fortalecimento da ciência, da tecnologia e da educação.
“Eu quero derrotá-los. Estudando mais do que eles, investindo mais do que eles, pesquisando mais do que eles“, disse, ao defender uma estratégia baseada na produção de conhecimento e não na confrontação política ou econômica.
Segundo o presidente, o Brasil precisa construir “pontes para o saber” e ampliar sua capacidade científica para disputar espaço em setores estratégicos.
Durante o discurso, Lula observou que Estados Unidos e China concentram a liderança em áreas como inteligência artificial e terras raras, fundamentais para a indústria de alta tecnologia.
Na avaliação do presidente, o Brasil precisa acelerar seus investimentos em pesquisa para reduzir a distância em relação às grandes potências.
Lula também criticou o setor privado brasileiro por investir pouco em pesquisa e desenvolvimento.
Segundo ele, historicamente, os maiores investimentos em ciência no Brasil partiram do Estado, enquanto as empresas ainda destinam poucos recursos à inovação.
O presidente lembrou que avanços estratégicos do país só foram possíveis graças aos investimentos em ciência.
Como exemplos, citou o desenvolvimento do biodiesel e a exploração do pré-sal, afirmando que essas conquistas não teriam ocorrido sem universidades, centros de pesquisa e políticas públicas voltadas à inovação.
Lula voltou a defender a expansão do ensino superior e destacou políticas implementadas em seus governos, como a criação de novas universidades federais, a Lei de Cotas e o Programa Universidade para Todos (Prouni).
Segundo o presidente, investir em educação produz efeitos que vão além da formação profissional, contribuindo também para melhorar a saúde, a segurança pública, a produtividade e a inclusão social.
Para Lula, o fortalecimento da ciência e da educação é o caminho para que o Brasil aumente sua competitividade internacional sem recorrer a disputas geopolíticas com as grandes potências.





